Aumento no consumo de energia é recorde nos últimos 12 meses

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24 de novembro de 2007

O consumo de energia elétrica nos 12 meses encerrados em outubro cresceu 5% na comparação com os 12 meses anteriores, segundo dados divulgados hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). De acordo com o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o incremento de energia consumida nesses 12 meses foi recorde, de 17.861 GWh, para um consumo total de 372.960 GWh.


Levando-se em conta somente o mês de outubro, o crescimento do consumo foi de 6% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado entre janeiro e outubro, o crescimento de consumo de energia elétrica no país é de 5,2%.


Nos 12 meses encerrados em outubro, a indústria responde pela maior parte na energia consumida, com participação de 45,9%, enquanto as residências ficaram com fatia de 4,2% e o comércio, 15,6%. Outros tipos de consumidor ficaram com 14,3%.


Tolmasquim ressaltou que os dados levantados em outubro indicam uma mudança no patamar do crescimento de consumo, que estava, em outubro do ano passado, na casa de 3,4%, levando-se em conta sempre os 12 meses encerrados no mês em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores.

Residências

O consumo médio residencial de eletricidade também apresenta crescimento. Depois de cair a um nível de 137 Kwh por mês em 2002, devido ao racionamento de energia, atingiu em outubro deste ano 147 Kwh por mês este ano.

Ainda assim, o consumo médio residencial de energia elétrica no Brasil continua quase 18% abaixo do observado em 1997, o mais elevado da série histórica do país, quando atingiu o equivalente a 179 kWh por mês. Tolmasquim, prevê que só em 2015 ou 2016 o consumo médio residencial voltará a atingir o pico de 1997.

Tolmasquim disse que o racionamento de energia em 2001 alterou "drasticamente" vários hábitos dos brasileiros, que reduziram o consumo. Ele concorda, também, que uma parcela na queda resultou do "fator preço", já que as tarifas de energia elétrica no Brasil registraram aumentos de quase 250% nos últimos dez anos.


(Com informações do Valor Online e da Agência Estado)

Fontes