Ataque fere duas pessoas na província moçambicana de Sofala

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4 de novembro de 2020

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Um novo ataque de um grupo armado contra um autocarro (ou ônibus) feriu duas pessoas de forma ligeira, no início da manhã desta terça-feira, 3, na fronteira entre os distritos de Gorongosa e Nhamatanda, na província moçambicana de Sofala.

O ataque ocorre três dias depois do fim do prazo de uma trégua unilateral de sete dias declarada pelo Presidente da República, na qual as Forças de Defesa e Segurança (FDS) suspenderam qualquer perseguição a membros da autoproclamada Junta Militar da Renamo para permitir aproximação com o grupo dissidente da Renamo e colocam um fim a meses de emboscadas de viaturas em estradas do centro de Moçambique.

Testemunhas no local disseram que uma mulher ficou ferida por bala na perna e um jovem foi atingido por vários estilhaços de vidros na cabeça durante o ataque contra o autocarro da transportadora Maning Nice, que ocorreu cerca das 6:00 horas locais na localidade de Matenga, em Sofala.

“Saímos de Chimoio quando eram 5:00 horas e 40 quilómetros depois do Inchope fomos atacados. De repente, começamos a ouvir tiros contra o nosso carro e por sorte as pessoas sofreram de forma ligeira”, contou Felícia Joaquim.

O autocarro, prosseguiu Felícia Joaquim, foi atingido por balas nos dois lados, o que deu a entender que “os atiradores estavam nas duas margens da estrada”, deixando vários vidros de janelas com perfurações de balas ou partidos.

O autocarro que partiu de Chimoio, a capital de Manica, centro, tinha como destino a cidade de Nampula, no norte de Moçambique.

A zona do ataque tem um historial de emboscadas a viaturas civis desde o reinício das incursões armadas atribuídas, pelas autoridades, à autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo de dissidentes do maior partido da oposição em Moçambique.

O líder dissidente, Mariano Nhongo, negou a autoria do ataque e assegurou desconhecer o novo incidente. Já a Polícia de Sofala prometeu pronunciar-se sobre o ataque nas próximas horas.

O líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, revelou no domingo, ter fracassado o novo esforço de negociações de paz com Maputo, após acusações de sucessivas violações da trégua de sete dias, decretada por presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e que terminou a 31 de outubro.

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