Arruda anuncia a sua desfiliação do DEM

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Agência Brasil

11 de dezembro de 2009

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, confirmou ter se desfiliado do Democratas ontem (10), alegando ser alvo de "um triste espetáculo de cenas e imagens montadas com óbvias motivações políticas". Arruda declarou deixar o partido a fim de poupar os companheiros de legenda de ter que decidir entre saciar a sede por atos radicias e mediáticos, ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento dos prazos estatutários". O governador também alegou querer evitar uma discussão judicial que possibilitasse a sua permanência no partido.

Arruda afirmou que "não disputarei eleição no próximo ano. Quero dedicar-me inteiramente a terefa de cumprir, como governador, todos os compromissos e metas assumidas no programa de governo". A desfiliação de Arruda acaba com os planos do governador de disputar a reeleição no próximo ano já que a lei eleitoral exige pelo menos um ano de filiação a uma legenda para qualquer candidato. Entre os seus correligionários, a interpretação da atitude de Arruda foi diferente.“O DEM lhe impôs, portanto, uma derrota significativa. Ele poderá, agora, acertar as contas com o Distrito Federal, que lhe poderá tirar o mandato e, com a própria Justiça, que lhe poderá impor uma pena severa”, ponderou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Durante pronunciamento à imprensa - ao fim da qual não respondeu a nenhuma pergunta dos repórteres presentes -, Arruda afirmou que os cortes nas despesas públicas e a exoneração ou transferência de pessoas que antes ocupavam cargos estratégicos no governo acabaram por contrariar interesses pessoais, políticos e empresariais que agora se voltaram contra a sua gestão.

“Fatos ocorridos há mais de três anos, ainda no governo anterior, foram embaralhados para incutir na opinião pública a impressão de que tudo se passa no tempo presente”, disse o governador, ladeado por sua esposa e por secretários de governo. “A farsa montada foi o recurso usado pelos meus adversários para me tirar da disputa de 2010. Tudo porque as pesquisas eleitorais me davam ampla vantagem”.

Citando as realizações de sua administração e a responsabilidade de preparar Brasília para ser uma das cidades brasileiras a sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014, Arruda disse que, afastado da vida partidária, irá se dedicar às questões administrativas, “desinteressado de qualquer tipo de resultado eleitoral” e a lutar “pela mudança definitiva de certos usos e costumes da política brasileira”.

“Não posso permitir que essas conquistas sejam postas a perder, que a administração pública seja paralisada e a população do Distrito Federal prejudicada. Estamos com mais de 2 mil obras em andamento e vamos concluir todas elas”, disse Arruda. E completou, “o país necessita de uma ampla e profunda reforma. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição”.

Fontes

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