Saltar para o conteúdo

Arábia Saudita: Cúpula pela paz na Ucrânia termina sem grandes avanços

Fonte: Wikinotícias

7 de agosto de 2023

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

Altos funcionários de 42 países participaram da Cúpula pela paz na Ucrânia de dois dias em Jeddah, Arábia Saudita, que não causou grandes progresos. A Rússia não foi convidada para as conversações de alto nível.

Kiev alegou que as negociações foram um "grande golpe" para a Rússia, mas reconheceu que os participantes não chegaram a um acordo sobre os 10 pontos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que exige a retirada de todas as tropas russas e o retorno de todo o território ucraniano ao seu controle.

As conversas incluíram representantes das economias mundiais do grupo BRICS, Brasil, Índia, China e África do Sul. Ambos os países se manteram neutros e alguns criticaram anteriormente o presidente Zelenskyy.

Moscou criticou a Cúpula por não incluir a Rússia nas negociações e disse que ela não têm "o menor valor agregado". O Kremlin também considerou uma tentativa fracassada do Ocidente de alinhar o sul com Kiev.

Durante a cúpula de dois dias, o chefe da delegação brasileira, o assessor de política externa Celso Amorim, destacou que "qualquer negociação real deve incluir todas as partes", incluindo a Rússia, segundo cópia de seu comunicado divulgado à AFP.

A China neutra, que concordou em participar da cúpula de paz, disse que defenderia uma posição independente e imparcial sobre um acordo de paz. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez esses comentários em uma conversa por telefone com seu colega russo, Sergey Lavrov.

Wang disse que a China servirá como uma "voz objetiva e racional" em qualquer fórum multilateral internacional e "promoverá ativamente as negociações de paz".

Autoridades e analistas ocidentais disseram que a diplomacia saudita foi importante para garantir a presença da China nas negociações.

Sob a liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o reino manteve laços com os dois lados apresentando-se como mediador e buscando maior protagonismo no cenário mundial.

Notícias relacionadas

Fontes