Aquecimento global deve causar secas e queimadas na Amazônia, dizem especialistas

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência VOA

25 de novembro de 2015

O Brasil é o país com a maior reserva de água doce do mundo. Tem também a segunda maior área florestal do planeta, ficando atrás apenas da Rússia. Mas essas riquezas naturais podem ser ameaçadas pelas consequências do aquecimento global.

O país tem se esforçado para combater o aumento da temperatura do planeta e vai à mesa de negociação da Cimeira do Clima, em Paris, no fim deste mês, com promessas positivas de mudanças.

O governo garantiu neste ano que vai zerar o desmatamento ilegal nos próximos 15 anos, vai reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa e criar uma participação de 20% de energia renovável na matriz elétrica, sem considerar a hidroeletricidade, até 2030.

Para o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, o Brasil já se posiciona internacionalmente de forma diferente: não está mais apenas buscando a negociação, mas também a implantação real dessas medidas.

De acordo com cientistas ouvidos pela Voz da América, as promessas são positivas, mas ainda há muito a ser feito. Os especialistas afirmam, por exemplo, que a redução de desmatamento deveria considerar também aquele desmatamento que é permitido por lei.

Futuro. O Brasil já vive eventos climáticos extremos, como, por exemplo, quarto anos seguidos de secas no Nordeste e no Sudeste do país e intensas chuvas no Sul. Os especialistas afirmam que, embora ainda não haja evidências científicas para dizer que esses eventos são consequências do aquecimento global, uma coisa é certa: esses episódios vão ficar ainda mais extremos com o aumento da temperatura, como explica o especialista em Mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Jose Antonio Marengo Orsini.

A floresta amazônica, maior floresta tropical do mundo, pode ser ameaçada com secas e queimadas, afirma o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Britaldo Soares-Filho.

Já em relação à energia, enquanto as grandes potências ainda discutem o uso do carvão, o Brasil é um dos países com maior participação da energia renovável no mundo. O país tende a aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética, como explica Roberto Schaeffer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os esforços do país para diminuir as emissões de gases e o desmatamento serão levados agora para a cimeira do Clima, que começa no dia 30 de novembro, em Paris. Espera-se que o Brasil assuma uma posição chave na mesa de negociações.

Fonte

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati