Após incêndio em Lesbos, milhares de refugiados precisam de novo alojamento

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12 de setembro de 2020

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Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), as cerca de 12 mil pessoas que ficaram desalojadas após um incêndio no campo de refugiados de Moria, em Lesbos, Grécia, dias atrás, estão "agora estão nas ruas, sem ter onde ficar". "A MSF pede às autoridades gregas que (...) evacuem todas essas pessoas para um local seguro no continente ou em outros países europeus", salientou a organização em seu website.

A ONG também relatou que, devido o incêndio, todos os serviços médicos oferecidos gratuitamente pela MSF no campo de refugiados foram interrompidos.

Ao alerta da MSF se juntaram ontem milhares de vozes dos próprios refugiados, que protestaram no local onde o governo grego pretende criar alojamentos provisórios. "Queremos a liberdade", clamavam os manifestantes, numa referência a terem permissão de sair da Ilha de Lesbos para tentar migrar para outros países europeus, muitos dos quais, como o Reino Unido, fecharam suas fronteira para a entrada de migrantes de fora da União Europeia nos últimos anos, quando a migração aumentou.

Já o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, exortou os países europeus a se envolverem mais na questão dos migrantes, a maioria vindos do Norte da África, de países que vivenciam conflitos armados, como a Síria, dizendo que "todos na Europa devem se dar conta que este problema não pode ser gerido apenas pelos primeiros países de acolhimento, pelos países situados nas fronteiras exteriores da Europa".

Fontes


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