Angola perdoa dívida da Guiné-Bissau e viabiliza programação da TV pública

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência Brasil

22 de outubro de 2010

A decisão do governo de Angola de perdoar a dívida da Guiné-Bissau, anunciada nesta quarta-feira (20), permitirá, entre outras coisas, que o país volte a assistir televisão. Além de perdoar os débitos com o país, Angola abriu uma linha de crédito de U$ 25 milhões e ainda vai ajudar a preencher uma lacuna de U$ 12 milhões de déficit orçamentário.

O apoio angolano será decisivo para que a Televisão da Guiné-Bissau (TGB) volte a funcionar. Há três meses os estúdios estão parados por causa de uma avaria no transmissor, que é de 1988, assim como os demais equipamentos da emissora. De tão velhos, não há mais peças de reposição no mercado.

Segundo a direção da empresa, é difícil disponibilizar a programação mesmo quando o transmissor funciona. Nem os programas gratuitamente cedidos por outros países de língua portuguesa conseguem ser reproduzidos, porque o sistema guineense ainda é totalmente analógico, incompatível com as atuais produções audiovisuais.

“O governo não tem dinheiro. O país está com muitos problemas e há outras prioridades sociais”, disse o diretor Eusébio Nunes à Agência Lusa. Os angolanos decidiram também ajudar na melhoria das condições de trabalho da rádio nacional, da agência de notícias e da imprensa escrita estatal.

Com relação à linha de crédito, o ministério de Geologia, Minas e Indústria de Angola informou que pode ser usada pelo setor privado dos dois países, desde que o projeto seja destinado à Guiné-Bissau. Atualmente, um empresa angolana explora bauxita no Sul da Guiné-Bissau, mas tanto o porto quanto a linha férrea que escoam a produção carecem de melhorias.


Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati