Angola: poluição da mina de diamantes causou mortos e doenças em milhares de pessoas

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Visão geral da mina de diamantes de Catoca

4 de setembro de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

A República Democrática do Congo (RDC) vai exigir uma indenização aos donos da Mina de diamantes Catoca em Angola na sequência da fuga de material residual poluído em um rio, o qual causou 12 mortes, disse a ministra do Ambiente da RDC, Eve Bazaiba que acrescentou que milhares de pessoas adoeceram como resultado da poluição.

No mês passado foi revelado que a fuga de metais pesados de uma mina no norte de Angola tinha causado “uma catástrofe ambiental sem precedentes” e Bazaiba que acaba de visitar a zona afectada na província de Kasai disse que para além das 12 mortes outras 4.400 pessoas adoeceram.

A ministra disse que a RDC vai pedir uma indenização de acordo com o princípio “o poluidor paga” ao abrigo do qual os que causam poluíção pagam pelos custos de mitigação do desastre.

Ela disse no entanto não saber qual a indenização que o país vai pedir à operadora da mina, a Sociedade Mineira de Catoca que não respondeu a um pedido de comentário feito pela agência Reuters às declarações da ministra congolesa.

A mina de Catoca é uma uma operação conjunta da companhia estatal Endiama e da companhia russa Alrosa e admitiu no mês passado ter havido uma fuga para o rio Lova na sequência da rotura de um vertedouro para o dique de resíduos da mina. O rio Lova é um afluente do rio rio Tshikapa que por seu turno é un afluente do Rio Congo.

O incidente nunca foi inicialmente revelado pelas companhias mineiras e só veio a público depois de investigadores congoleses terem reveladoa ocorrência do que chamaram de “uma catástrofe ambiental sem precedentes” em finais de Agosto em que peixes e mesmo hipópotamos morreram.

Desconhce-se se o desastre ambiental teve ou está a ter quaisquer consequências em território angolano porque o governo tem mantido o silêncio e as companhias envolvidas pouco ou nada disseram até agora.

A Sociedade Mineira de Catoca emitiu um comunicado só a 23 de Agosto admitindo o desastre, tendo afirmado que a fuga foi reparada no dia 9 de Agosto o que significa que durante vários dias o material venenoso foi para o rio Luva.

Não houve ainda uma reação do governo angolano às declarações da ministra congolesa soobre as mortes e indemnizações.

Anteriormente o Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDC disse que os Governos dos dois países tinham acordado em formar uma equipa conjunta para investigar a fonte da poluição.

Fonte


Compartilhe
essa notícia:
Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit