Angola: gafanhotos dizimam culturas no Kuando Kubango e Cunene

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14 de abril de 2021

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Por VOA News

Uma praga de gafanhotos está a dizimar culturas no sul de Angola, piorando ainda mais a possibilidade de fome na região. Uma invasão de milhões dos insetos que antes de posarem parecem nuvens escuras de chuva já arrasou culturas de camponeses no Kuando Kubango e no Cunene.

Nesta última província os gafanhotos devoraram todas as lavouras localizadas em Mbala yo Mungo, marco 12 Mongua e Caluheque.

A informação foi prestada pelas comunidades locais que perderam as suas culturas. Desconhece-se até aqui os estragos causados na da cintura verde do Cunene em Cuvelai.

No Kuando Kubango até as árvores têm sido atacadas pelos insectos.

O ministro angolano da Aricultura, Pescas e Florestas, António Assis avisou que ‘é de prever “novas incursões nos próximos dias” acrescentando que é preciso começarem a tomar-se medidas adequadas para lidar com o problema.

“Nós vimos quer no Cunene como no Kuando Kubango algumas práticas, as famílias, os cidadãos ....usam as armadilhas tradicionais, tocam as latas para tentar afugentar, isso não resolve o problema”, disse.

Em Ondjiva, no Cunene, o Padre Gaudencio Felix Yakulengue disse que a passagem dos gafanhtos pela cidade no fim-de-semana foi “assustadora” e residentes mais velhos disseram “nunca ter visto uma situação daquelas”. O sacerdote católico disse ser urgente fazer-se agora uma avaliação dos estragos causados pela praga.

O padre também disse que a história poderá estar a repetir-se já que no final de século 19 e princípio do século passado “houve uma conjugação de praga de gafanhotos, fome e ao mesmo tempo doenças”. “Hoje podemos fazer uma leitura comparativa e temos, além da seca, os gafanhotos e a covid-19”, acrescentou.

O empresário Jerônimo António fez notar que as autoridades foram pegas de supressa, apesar de jornais do Botsuana e Namibe terem-se referido ao problema dos gafanhotos a caminho do território angolano há 15 ou 20 dias atrás.

Antônio apelou às autoridades para “acompanharem” o desenrolar da praga “para não surpreenderem os fazendeiros”

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