Amnistia Internacional acusa polícia angolana de homicídios

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Angola.

Agência VOA

Organização diz que autoridades continuam a desfrutar de impunidade e que liberdades são reprimidas.

25 de fevereiro de 2015

A Amnistia Internacional acusou hoje, 25, a Polícia Nacional (A Polícia angolana) de desfrutar de impunidade em casos de homicídios.

No seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos à escala global, a organização afirma que em Angola a liberdade de associação e de reunião continua a ser suprimida e que milhares de famílias perderam as suas casas em remoções forçadas.

O documento relata incidentes de violações dos direitos humanos em Angola sem fazer qualquer comentário sobre os mesmos.

Por exemplo, no que diz respeito às remoções forçadas, a Amnistia Internacional relata como 4.000 famílias tiveram as suas casas demolidas e foram removidas à força e que pelo menos 700 dessas famílias não receberam uma “moradia adequada”.

O documento diz que “as forças policiais e de segurança utilizaram a força ou ameaça de força, bem como detenções arbitrárias para reprimir manifestações pacíficas” e fez notar que em diversos incidentes a polícia deteve e espancou manifestantes.

A organização acusa a polícia e as forças de segurança de continuarem a desfrutar de impunidade em alguns casos de homicídios ilegais.

Esses homicídios ilegais, diz a Amnistia Internacional, ocorreram em diversas províncias como Luanda, Malanje, Lunda Sul e Lunda Norte, fornecendo exemplos de diversos dessas casos.

Segundo a Amnistia Internacional, continua a ocorrer em Angola “desaparecimentos forçados” e as autoridades reprimem a liberdade de expressão com processos em tribunal contra jornalistas por difamação de personalidades do Governo ou qualquer autoridade.

A polícia, diz o documento, espancou e prendeu jornalistas que denunciaram violações de direitos humanos.

O relatório anual da Amnistia Internacional faz no entanto notar que Angola aceitou 192 das 226 recomendações feitas na revisão periódica da ONU sobre os direitos humanos em Angola.

Outras 34 recomendações, incluindo algumas relacionadas com a liberdade de expressão, associação e reunião, foram aceites, mas para “maior análise”.

Fonte

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