Amazônia bate recorde de desmatamento em abril

19 de maio de 2021

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Por Tempo - Meteored

No último mês de abril uma área de 778 km² foi desmatada na Amazônia Legal, região que abrange os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Tocantins e grande parte do Maranhão. Isso representa um aumento de 45% no desmatamento em relação a abril de 2020, quando foram registrados 536 km² de área desmatada, de acordo com os dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O desmatamento foi maior nos estados do Amazonas (28%), Pará (26%) e Mato Grosso (22%), enquanto os demais estados registraram uma porcentagem menor de área desmatada: Rondônia (16%), Roraima (5%), Maranhão (2%) e Acre (1%). Lábrea e Apuí no Amazonas lideram o ranking dos munícipios que mais desmataram em abril, juntos eles somaram 126 km² de floresta desmatada.

Cerca de 68% do desmatamento ocorreu dentro de áreas privadas ou sob algum estágio de posse. O restante foi registrado em assentamentos (19%), unidades de conservação (11%) e terras indígenas (2%).

Além disso, o Imazon também monitora as áreas de florestas degradadas, que são áreas onde houve extração de árvores ou queimadas, não havendo um corte raso e remoção completa da vegetação florestal, como ocorre no desmatamento.

No mês passado as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 99 km², um aumento de 60% em relação ao mesmo mês de 2020. Grande parte da degradação esteve concentrada no estado de Mato Grosso (75%), seguido pelo Pará (24%) e Roraima (1%).

Os dados do Imazon foram obtidos a partir do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), sistema diferente do utilizado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), que utiliza o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER).

Ambos os sistemas se baseiam em imagens de satélites que monitoram a região amazônica, o que os difere são as metodologias utilizadas para a detecção do desmatamento nessas imagens.

Pelo DETER a área desmatada na Amazônia Legal em abril foi de 581 km², um aumento de 43% em relação ao ano passado, também classificando esse mês de abril como o pior da série histórica desde 2016.

Esse é o segundo mês consecutivo a registrar um aumento expressivo do desmatamento nesse ano. Em março foi registrado pelo DETER uma área desmatada de 368 km², 12% a mais que o registrado em 2020. Enquanto o Imazon registrou uma área de 810 km², 216% a mais que o ano passado, o maior valor dos últimos 10 anos para o mês de março.

Essa tendência de aumento é extremamente preocupante, pois estamos entrando no período seco de grande parte do país, onde as queimadas tanto de fontes naturais quantos humanas aumentam drasticamente, podendo agravar ainda mais o cenário de desmatamento e degradação da floresta.

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