Aliados do Lula descartam a possibilidade de 3º mandato

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21 de maio de 2009

Em meio a insistência dos partidários ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em querer um terceiro mandato em 2010 e totalmente contrários a qualquer candidatura de Dilma Rouseff ou alternativa do Partido dos Trabalhadores (PT), aliados do presidente demostram hoje serem contrários a nova reeleição do Lula:

José Alencar

O presidente da República em exercício, José Alencar, rejeitou hoje (21) a possibilidade de um terceiro mandato para presidente. Ele argumentou que sequer há previsão para isso na Constituição brasileira. Alencar, no entanto, afirmou que, se perguntado, o povo brasileiro diria que gostaria que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficasse mais tempo no poder por ter construído um bom governo.

“Tenho dito e repito é que, se houver uma pergunta ao povo brasileiro, ele vai responder que gostaria que o Lula ficasse mais tempo no poder. O povo responderia isso por uma razão muito simples: o governo é bom”, disse Alencar a jornalistas em Belo Horizonte, depois de visitar o Centro de Medicamentos Radioativos do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, onde participou de solenidade com servidores.

Alencar voltou a afirmar que a mudança no regime contábil da Petrobras não é assunto para uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), por ser um assunto eminentemente técnico, para auditores. "É muito difícil tratar de um assunto dessa natureza em uma CPI. Eu fui senador, sei que é difícil. Então, não sou contra a CPI, mas acho que não é assunto para uma CPI.”

Tarso Genro

A mudança na norma constitucional para promover um terceiro mandato do presidente Lula seria uma ruptura para a democracia brasileira, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro.

“A recomendação que o presidente Lula nos deu a respeito disso é que não tem terceiro mandato”, disse Tarso. “Tomo essa discussão de terceiro mandato como uma homenagem ao bom governo e não como um tema que tenha alguma eficácia política para o futuro”.

Tarso também reforçou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está respondendo bem ao tratamento contra o câncer e que permanece como pré-candidata à Presidência da República. “Vai passar rapidamente essa questão [o tratamento]. Não só porque o tratamento é normal como também pelo fato de que ainda falta muito tempo para as eleições."

Ele deu as declarações após participar da abertura da Conferência Brasil – União Européia: Defesa da Concorrência e Defesa Comercial.

Fontes