Alemanha ameaça sanções à Rússia por envenenamento de Navalny

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6 de setembro de 2020

Agência VOA

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha defendeu a possibilidade de sanções à Rússia se Kremlin não fornecer informações, em breve, sobre o suposto envenenamento do líder da oposição Alexey Navalny.

Heiko Maas disse ao jornal alemão Bild am Sonntag que havia "várias indicações" de que Moscovo estava por trás do ataque.

"Se nos próximos dias, a Rússia não ajudar a esclarecer o que aconteceu, seremos obrigados a discutir uma resposta com nossos aliados", disse Maas ao diário alemão, acrescentando que quaisquer sanções devem ser "direcionadas".

A Alemanha lidera atualmente a União Europeia.

Gasoduto Nord Stream 2

"Temos grandes expectativas que o governo russo resolva esse crime grave", disse Maas. "Se o governo não tem nada a ver com o ataque, então é do seu próprio interesse comprovar isso com fatos."

Maas não descartou sanções contra o gasoduto Nord Stream 2 de, de 11 mil milhões de dólares, que está em construção para fornecer gás russo à Europa.

"Espero ... que os russos não nos obriguem a mudar a nossa posição em relação ao Nord Stream", disse ele.

A Alemanha não seria relutante em considerar qualquer possível desistência do projeto após avaliação, disse Maas, e que as discussões sobre as sanções não deveriam ser "reduzidas" a um único ponto.

Antes, o governo alemão disse que Navalny havia sido envenenado com recurso ao agente nervoso Novichok.

"Apenas um pequeno número de pessoas tem acesso a Novichok, e esse veneno foi usado pelos serviços secretos russos no ataque contra o ex-agente Sergei Skripal", disse Maas ao Bild.

As autoridades britânicas disseram que Novichok foi usado contra um agente duplo russo e sua filha em 2018.

Falando a repórteres após uma reunião urgente de embaixadores da NATO sobre Navalny, em Bruxelas, na sexta-feira, o Secretário-Geral Jens Stoltenberg disse que "qualquer uso de armas químicas mostra um desrespeito total pelas vidas humanas e é uma violação inaceitável das normas e regras internacionais."

Kremlin recusa

Os aliados concordaram, disse Stoltenberg, que a Rússia deve cooperar totalmente numa investigação imparcial sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas.

Os membros da OTAN também concordaram que a Rússia enfrenta sérias questões que deve responder, disse ele.

O Kremlin rejeitou as acusações de estar por trás da súbita doença do líder político da oposição russa.

Navalny, um conhecido crítico do presidente russo Vladimir Putin, e investigador de corrupção, adoeceu enquanto voava da Sibéria para Moscovo, o que levou a um desembarque de emergência em Omsk, na Sibéria.

A sua médica pessoal e assessor disseram que Navalny havia tomado chá preto no aeroporto, que ela acreditava estar envenenado.

Três dias depois, Navalny foi transferido para o Hospital Charité na Alemanha para "extenso diagnóstico médico" por insistência da sua esposa e seus associados, e clamor internacional.

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