Aldo Rebelo assume ministério e destaca o papel político da ciência

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

2 de janeiro de 2015

Brasil

O ministro Aldo Rebelo recebeu na tarde de hoje (2) o cargo de chefe do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do ex-ministro Clelio Campolina, que esteve à frente da pasta por nove meses. Contrastando com o perfil do antecessor, apontado como detentor de “profunda relação com a área” pelo próprio Rebelo, o novo ministro deu destaque ao papel político da ciência.

Rebelo afirmou esperar que a área contribua com o desenvolvimento do país e para a garantia de soberania nacional, com autonomia política e tecnológica. Além disso, disse que a “observação, ao relacionar a ciência com a política, é no sentido de valorizar a agenda da ciência, da tecnologia e da inovação junto ao governo e junto ao Congresso”. Sem essa aproximação, “você corre o risco de sofrer prejuízos, porque muitas decisões que são importantes para a ciência, da tecnologia e da inovação são decisões políticas”, destacou.

Em relação às ações à frente do ministério, Rebelo se comprometeu com a busca por ampliação dos recursos da pasta, cujo orçamento pode sofrer contingenciamentos, tema que ele disse que discutirá diretamente com a presidenta Dilma Rousseff e com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Rebelo defendeu a recomposição e ampliação dos investimentos do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Além disso, destacou a importância do fortalecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a fim de que os trabalhos nas áreas de ciência e tecnologia possam ser intensificados, expandidos e integrados. “Que nós tratemos de fortalecer esse sistema, de recuperar possíveis perdas ocorridas e que tratemos de fortalecer a agenda da ciência e da tecnologia, de prestigiá-la, de dar a ela dimensão política, de valorizá-la socialmente e de dar ao país uma mentalidade científica”, destacou.

A integração de governos, empresas e instituições de pesquisa na expansão e desenvolvimento do sistema de ciência e tecnologia também foi apontada como meta pelo novo ministro. A ideia é que as instituições de pesquisa estaduais sejam fortalecidas, compartilhem conhecimentos e integrem conjuntamente as ações estratégicas para o país em áreas como difusão científica, biotecnologia, energia e nos programas espacial e nuclear.

Já no campo empresarial, Rebelo disse que defenderá a ampliação de concessões de crédito e subvenção econômica para pesquisa e desenvolvimento no setor. “Não há competitividade nos dias de hoje sem inovação”, avaliou. A indicação de Rebelo para o MCTI chegou a ser questionado pela imprensa e por especialistas, sobretudo aqueles ligados à área ambiental. Isso porque o ministro protagonizou diversos embates com ambientalistas nas discussões sobre o Novo Código Florestal, proposto por ele quando deputado federal pelo PCdoB de São Paulo.

À época, Rebelo escreveu carta em resposta ao Instituto Socioambiental (ISA) na qual negava o aquecimento global, apontado por ele como incompatível com o conhecimento contemporâneo. “Ciência não é oráculo. De verdade, não há comprovação científica das projeções do aquecimento global, e muito menos de que ele estaria ocorrendo por ação do homem e não por causa de fenômenos da natureza”, escreveu.

Hoje, o ministro evitou falar de sua posição sobre o assunto e disse que o ministério se guiará pelas posições já consolidadas no país. “O Brasil participa pelos seus pesquisadores, pelos cientistas dos debates relacionados com esse tema nos fóruns internacionais e o Ministério de Ciência e Tecnologia vai participar contando com o apoio dos seus técnicos e contando com o apoio das outras instituições governamentais que formam a posição do Brasil nesses temas”, disse.

Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati