Al-Shabab reivindica ataque suicida na Somália

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26 de maio de 2009

Na Somália, a milícia islâmica Al-Shabab reivindicou a responsabilidade pelo ataque suicida que matou 6 guardas e pelo menos um civil junto a um posto de controlo governamental, na capital somali, Mogadíscio, afirmando o grupo ter o ataque sido perpetrado pelos insurrectos somalis, rejeitando noticias anteriores que atribuíam o mesmo a combatentes estrangeiros.

O líder da milícia, disse numa conferência de imprensa, via telefónica, que o ataque foi um sucesso, e que mais outros iriam seguir nos próximos dias e semanas, identificando um dos assaltantes como sendo um jovem somali.

Notícias anteriores diziam que o assaltante poderia ter sido um estrangeiro.

Foi o pior acto de violência desde há meses, quando os insurrectos das milícias islamistas Shabab e Hizbul lançaram uma nova ofensiva, no dia 8 de maio. O governo afirma que mais de 200 pessoas morreram na luta, a maior parte das quais civis, afirmando as Nações Unidas que cerca de 57 mil residentes de Mogadíscio foram desalojadas das suas casas.

Os insurrectos estão a tentar derrubar o governo moderado islamista do Presidente Sharif Sheikh Ahmed, ex-líder dos insurrectos, que assumiu o poder em janeiro passado após a sua facção ter assinado um acordo de paz com o governo.

Alguns grupos insurrectos deram o seu apoio ao governo de Sharif. Mas as milícias Shabab e Hizbut eliminaram a hipótese de reconciliação, afirmando que as forças de paz da União Africana devem abandonar primeiro o país, acusando o governo de estar ligado aos interesses americanos e etíopes.

O governo afirma, por outro lado, ter desmantelado uma tentativa de ataque suicida há uma semana, enquanto em fevereiro passado 11 soldados do Burundi morreram num ataque a uma base das forças de manutenção de paz da União Africana. Desde então, os ataques suicidas continuam activos, embora relativamente raros, havendo notícias que indicam que islamistas extremistas estrangeiros, alguns com ligações a al-Qaida, estariam a juntar-se aos insurrectos somalis.

O secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, disse a semana passada que muito provavelmente combatentes islamistas estrangeiros se encontram na Somália, apesar de não serem tão numerosos como se tem afirmado.

O secretário Carson disse que o governo da Eritreia está a fornecer armas aos insurrectos, tendo a União Africana apelado as Nações Unidas a semana passada para impor sanções a Eritreia.

Mais de 17.000 mil pessoas morreram desde o princípio de 2007,sendo desalojadas na violência mais de um milhão doutras.

De acordo com as Nações Unidas, cerca da metade da população somali necessita da assistência humanitária.

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