Agropecuária ocupa 50,3% do solo de todo o Paraná

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19 de janeiro de 2021

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Por Brasil de Fato Paraná

Um inventário da cobertura vegetal do Paraná, elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro, mostra que o agronegócio já ocupa mais da metade do solo de todo o Paraná. De acordo com a medição, lançada em 2018 (e a mais recente divulgada), 50,3% do território estadual pertence à agropecuária. Em divisão exata, são 33,7% do solo para a agricultura e 16,62% para pecuária – concentradas principalmente no Oeste e no Norte do Paraná.

Os dados foram tabulados e divulgados pelo portal Livre.jor, em matéria de José Lázaro Jr.

Floresta madura são só 17,84% e, mesmo que se some a esse percentual as áreas de mata secundária (12,99%) e de reflorestamento (6,77%), não dá o mesmo tanto que a parcela de terra ocupada pela agropecuária – 37,6% ante os tais 50,3%. Não é só coincidência que as áreas onde há mais erosão do solo também seja aquela com predomínio da agricultura e pecuária ostensivas.

Segundo o Serviço Florestal, há ocorrência de voçorocas e ravinas principalmente no Oeste e no Norte do Paraná, além de sulcos e marcas de erosão inicial. 37% da área vistoriada na pesquisa apresentou sinais de erosão. Ao olhar o estoque de carbono, a situação muda, havendo mais concentração dele do litoral até os Campos Gerais – região com as principais áreas de proteção ambiental do Paraná. Basta comparar os mapas e tirar suas próprias conclusões.

E onde há florestas, elas não estão sozinhas. O Serviço Florestal identificou presença ou vestígios de animais de grande porte (gado, por exemplo) em 46% dos pontos amostrais, sinais de exploração comercial da madeira em 17%, rastros de caçadores em 8% e de incêndios em 5%.

O estudo foi realizado sob a coordenação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em parceria com secretarias do Governo do Paraná. Os recursos para coleta de dados em campo foram provenientes do governo estadual e do projeto Global Environment Facility – GEF (Projeto GCP/BRA/079/GFF) administrado pela FAO (agência da ONU para monitoramento da segurança alimentar no mundo).

Um versão resumida da pesquisa pode ser lida aqui.

Fonte

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