A mulher na política na Guiné-Bissau, um processo que exige luta, dizem activistas

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13 de março de 2021

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No mês convencionado chamada da mulher, muitos debates e análises têm por centro a participação na vida política, económica social.

No campo politicó-partidário, na Guiné-Bissau, analistas consideram que os próprios partidos políticos não têm dado oportunidades às mulheres que, actualmente, são representadas por apenas 14 deputadas num parlamento com 102 membros.

Na verdade, o debate sobre a participação das mulheres na vida política partidária não é de hoje, mas tem ganho algum brilho nos últimos sete anos, com o envolvimento directo de organizações da sociedade civil nacionais e algumas entidades internacionais.

Em 2018, a Assembleia Nacional Popular aprovou a Lei da Paridade que “fixa uma quota para as mulheres na esfera de tomada de decisão com representação mínima de 36% na lista para os cargos eletivos”.

Mesmo assim, activistas sociais defendem que não há como negar uma forte resistência por parte das estruturas partidárias.

Helena Neves, activista social e membro da organização não governamental Miguilan, considera que na Guiné-Bissau “a participação e afirmação da mulher na vida política partidária está aquém do desejado”.

Aliás, na sua opinião, o “potencial da mulher guineense, demonstrado em vários sectores sociais e económicos do país, poderia contribuir ainda mais para a elevação do nível de debate na política partidária e na sua produtividade”.

“É no entanto preciso trabalhar muito na consciencialização das mulheres, porque reparei que, aqui na Guiné, não basta as mulheres terem um elevado nível de educação, pois o meio social é muito opressivo no que diz respeito às mulheres. Portanto, é precisa uma mobilização, são precisos movimentos que possam contrariar essas regras sociais impostas e que muitas das vezes até as seguem sem dar conta de que são regras patriarcais de um machismo extremo, que não permite, portanto, o avanço das mulheres”, afirma.

“Também a nossa cultura não ajuda muito. Mesmo a crioula é muito machista, associada às várias culturas étnicas que não ajudam. Na maior parte delas, há sempre elementos de opressão das mulheres ou as mulheres sempre em segundo plano”, concluiu Neves.

Fontes

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