Itália indulta a ex-espiã da CIA de origem portuguesa

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Agência VOA

1 de março de 2017

Itália concedeu um indulto de último minuto a uma ex-espiã da CIA declarada culpada há seis anos de participar em um sequestro em Milão.

O advogado de Sabrina de Sousa, disse que ela se encontrava em um aeroporto em Portugal, esperando a extradição, quando conheceu a notícia de que a Itália já tinha concedido um perdão parcial.

De Sousa, cidadã americano e portuguesa, foi detida na semana passada em Portugal e rentida em uma prisão perto de Lisboa.

Ela é uma das 26 pessoas indiciadas à revelia na Itália, acusadas de participar no sequestro de um clérigo muçulmano egípcio em uma rua de Milão, nos primeiros anos do governo de George W. Bush.

Hassan Mustafa Osama Nasr, disse que foi levado ao Egipto, onde o sumeteram torturas durante sete meses.

A prática, conhecida como "rendição extraordinária" foi uma das mais controversas usadas pelo governo de Bush e implementadas depois dos ataques da Al-Qaeda em 2001 contra o World Trade Center e ao Pentágono.

A rendição extraordinária foi cancelada pelo sucessor de Bush, Barack Obama, anos mais tarde.

Itália diz que o cancelamento do programa e o indulto a dois outros acusados ​​em 2015, pesou em sua decisão de reduzir a sentença da De Sousa de sete anos a três, a qual pode cumprir a fazer serviço comunitário em Portugal.

A ex-agente da CIA, que havia admitido ter trabalhado na agência, mantém a sua inocência. Ela diz que estava de férias nos Alpes no momento do incidente e tem lutado por anos para limpar seu nome.

No ano passado, a Corte Europeia dos Direitos Humanos condenou a Itália pelo sequestro e ordenou-lhe para pagar US$ 121.600 doláres em danos e gastos a Nasr e sua esposa Nabila Ghali.

Em agosto de 2016, o programa HARDtalk da BBC, De Sousa disse que os programas de rendição são "totalmente contraproducente".

Na conta de Twitter da ex-agente de inteligência dos EUA, @sadiso, várias mensagens de congratulações pelo indulto, atribuiem a decisão italiana a gestões do governo de Donald Trump.

Fontes

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