Câmara dos deputados brasileira comemora Dia Internacional da Síndrome de Down

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Agência Brasil

22 de março de 2011

Brasília — Em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, a Câmara dos Deputados promoveu ontem (21) um debate para buscar saídas que visem a acabar com o preconceito e que ajudem na inclusão dos portadores no meio social. O ato contou com a presença de parlamentares, representantes do Judiciário e pessoas com a síndrome e seus parentes.

O deputado Romário (PSB-RJ), que chegou com sua filha, Ivy Bittencourt, de 6 anos, que tem a síndrome, falou da angústia que viveu ao saber que ela tinha Down. Ele afirmou que superou aquela fase e que Ivy o tornou uma pessoa melhor e menos egoísta. “O ato de hoje é para mostrar que os portadores da síndrome são mais normais do que a gente”. Segundo ele, os portadores da síndrome são pessoas especiais e só precisam de carinho e inclusão.

O parlamentar carioca disse que há vários projetos na Câmara para beneficiar os portadores de Down e que vai trabalhar para aprová-los. “Não basta formular leis. Precisamos preparar as escolas e os educadores para acolher as crianças com Down. O nascimentos da Ivy me ensinou que a verdadeira deficiência é a ignorância e o preconceito.”

O senador Lindberg Farias (PT-RJ), que tem uma filha de nove meses com a síndrome, disse que o Senado formou uma comissão especial para regulamentar a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Segundo ele, o Brasil precisa oferecer trabalho, ensino e diversão e outras formas de inclusão social para as pessoas com a síndrome.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, esteve no evento acompanhado do seu irmão José Eduardo, que tem síndrome. Junto do irmão, saudou o ato e disse: “É uma outra forma de inteligência. Temos que defender sempre o espírito da Constituição Federal de promover a igualdade e a dignidade humana”. O ministro falou da importância do evento e lembrou que o preconceito impede avanços quanto aos direitos dos portadores da síndrome.

Durante todo o evento, palestrantes e portadores da síndrome defenderam políticas e medidas que ajudem a superar o preconceito e que contribuam para a inclusão social dos portadores de Down. Ocorreram várias apresentações artísticas, em que os artistas eram os próprios excepcionais, como apresentação de danças e bandas musicais. Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação da banda rítmica da Sociedade Educacional Juliano Varela, de Campo Grande (MS), que executou várias músicas ao final da sessão.


Fontes

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