Especulações acerca da eleição do novo papa

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3 de abril de 2005

Os observadores do Vaticano sugerem que muitos fatores devem tomar parte na decisão de quem será sucessor de João Paulo II.

Algumas pessoas sugerem que é pouco provável que o próximo papa seja americano. Francis George cardeal de Chicago declarou em 2003 que "até certo ponto, ainda que fosse apenas na aparência, como vemos agora o fato de ser a única superpotência mundial, não seria útil à missão da igreja." Alguns dizem que a escolha de um Papa Francês também seria demais controversa.

O Polonês Karol Wojtyla foi o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Embora na tradição Católica, o papa carregue o título de Primaz de Itália, Arcebispo da Província Romana, ou "o Bispo de Roma," isto não necessariamente significa que ele deve ser italiano, ou romano, como foi demonstrado com a eleição de João Paulo. Todavia, a subida de um papa não-italiano em 1978 pode ser seguida agora por um desejo de retornar à seqüência de papas italianos.

Itália será o país com a maior representação no conclave, com 20 cardeais elegíveis. Os EUA ficam bastante atrás com 11, e atrás deles vêm o Brasil, com 4, e a França, com 5.

A Europa forma a coligação política maior com 58 eleitores papais, enquanto América Latina e a África têm 21 e 11 respectivamente.

João Paulo II foi um arcebispo relativamente desconhecido no momento da sua eleição, indicando que não é impossível para líderes de igreja que são pouco conhecidos mundialmente serem eleitos.

Muitos analistas sugerem a possibilidade forte que o cardeias procurarão evitar eleger um papa jovem na esteira do pontificado de 27 anos de João Paulo. A idade foi já um fator importante na escolha do pontífice durante a história da Igreja, e pode ser novamente. O New York Times avaliam que o cardeais podem escolher um papa ligeiramente mais velho "para evitar outro reinado longo," como o de João Paulo. Duas personaliades bastante queridas como Angelo Scola, de Veneza, 63 anos, e Christoph Schönborn da Áustria, com 60 anos, podem ser demasiado jovens para serem escolhidos para o cargo de papa. Existe também a sensação de que um papa mais velho pode servir como uma figura "de transição" após um longo papado.

Entre o 'papabili' mais proeminentes estão:

  • Dionigi Tettamanzi de Milão, 70 anos
  • Angelo Scola, patriarch of Venice, 63 anos
  • Josef Ratzinger, prefeito da Cúria, ex-Munique, 77 anos
  • José Maria Bergoglio, arcebispo jesuíta de Buenos Aires, 68 anos
  • Ivan Dias, Mumbai (Bombay), 68 anos
  • Rodriguez Maradiaga, Tegucigalpa, Honduras, 63 anos
  • Claudio Hummes, São Paulo, 70 anos
  • Francis Arinze, Nigéria, 72 anos

Os outros incluem Giovanni Battista Re, 71 anos, presidente da comissão de Vaticano para a América Latina, e Godfried Danneels, cardeal belga com 71 anos.

Os analistas sugerem que entre as questões importantes em volta da eleição do próximo pontífice estão: a posição dos candidatos quanto a socialismo e ao capitalismo, em relação a outras religiões ou o ecumenismo, o aborto, homossexualismo, celibato clerical, bem como o grau de progressivismo ou conservadorismo e as relações com a comunidade internacional.

Fontes