Brasil dá vexame e é eliminado pela França da Copa do Mundo de Futebol

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.

1 de Julho de 2006

Brasil França
Quartas de Final · Waldstadion (Frankfurt )
1/Jul/2006 · 18:00 (-2 UTC)
Público: 48000
Árbitro: Luís Medina Cantalejo (ES)
Assistentes: Victoriano Carrasco (ES), Pedro Medina Hernandez (ES)
Flag of Brazil.svg
0 - 1
Flag of France.svg

Henry (12' 2T)

1-Dida (G)

2-Cafu (13-Cicinho 31' 2T)

3-Lúcio

4-Juan

6-Roberto Carlos

17-Gilberto Silva

11-Zé Roberto

19-Juninho Pernambucano (7-Adriano 18'2T)

8-Kaká (23-Robinho 34' 2T)

10-Ronaldinho Gaúcho

9-Ronaldo

Barthez (G)

Sagnol

Gallas

Thuram

Abidal

Vieira

Makelele

Malouda (Wiltord)

Ribéry (Govou)

Zidane

Henry (Saha)

Técnico: Carlos Alberto Parreira Técnico: Raymond Domenech
cartões amarelos: Lúcio, Juan, Ronaldo e Cafu cartões amarelos: Thuram, Saha e Sagnol



Estádio da Copa do Mundo da FIFA, Frankfurt.

O Brasil foi eliminado hoje nas Quartas de Final da Copa do Mundo de 2006 pela França com um gol de Henry aos 12 minutos do segundo tempo. A seleção brasileira, apesar de contar com jogadores renomados e considerados os melhores do mundo, apresentou um futebol muito ruim e só foi capaz de fazer com que o goleiro francês Barthez entrasse em ação por volta dos 45 minutos do segundo tempo. Foi a pior exibição da seleção brasileira numa fase decisiva da Copa do Mundo.

O placar só não foi maior para a França por causa do bom desempenho da defesa brasileira e do seu goleiro Dida, e da baixa qualidade dos atacantes franceses. Mesmo assim, por pouco a França não sai de campo com uma goleada de 3 a 0 em cima do Brasil.

O francês Zidane foi o melhor jogador em campo e sozinho, sem marcação, envolveu o meio de campo brasileiro. Ele foi o articulador de todas as jogadas da França. Bem longe de ser brilhante, a França apresentou durante toda a partida um jogo coletivo bastante superior ao do Brasil, com exceção de alguns minutos no final, e de um ou outro lampejo no começo do primeiro tempo. Os franceses foram eficientes na marcação e anularam as jogadas de ataque brasileiras. No ataque repetiram algumas de suas deficiências dos últimos jogos: impedimentos (em menor número) e gols desperdiçados (principalmente nos contra-ataques, bem armados).

A defesa brasileira repetiu as suas boas atuações dos outros jogos, porém, sobrecarregada, não conseguiu resistir à pressão do ataque francês. O ataque brasileiro não funcionou. Ronaldinho Gaúcho e Kaká não brilharam. Ronaldo tentou mas nas pouquíssimas vezes que teve chance de pegar na bola chutou para fora. No segundo tempo chegou a participar de jogadas de perigo para a França, porém quando o jogo já estava no fim.

O atacante brasileiro Adriano entrou e teve uma atuação bastante apagada. A seleção brasileira começou a jogar menos pior depois que o atacante Robinho entrou aos 34 minutos do segundo tempo, porém não houve tempo para que a pequena reação brasileira no jogo surtisse algum efeito.

A partida ocorreu às 21 horas (horário local) no Estádio da Copa do Mundo da FIFA, Frankfurt.

Índice

O jogo

Primeiro tempo

O jogo começou com as duas equipes cautelosas, evitando errar e estudando o adversário. Apesar disso, o jogo fluía e as duas equipes tinham liberdade para jogar.

O Brasil começou bem a partida e parecia que daria trabalho à França. Logo aos 2 minutos é alçada uma bola na área francesa para Ronaldo, que não alcança-a.

Aos 4 minutos, falta na entrada da área para cobrança do Brasil. Juninho Pernambucano cobra, a bola esbarra em Patrick Vieira e é escanteio. A cobrança de escanteio é desperdiçada e a França recupera a posse de bola.

Os franceses resolvem entrar mais no jogo por volta dos 12 minutos. O atacante Henry chuta de longe, o zagueiro Lúcio tira para a lateral.

Perto dos 15 minutos, Ronaldo faz uma boa jogada, passa para Kaká que finaliza para fora, ainda que perto do gol de Barthez.

O Brasil tentava pressionar a França, todavia, a falta de criatividade na armação de jogadas no ataque e a imobilidade de seus principais atacantes facilitava o trabalho dos zagueiros franceses. A conseqüência disso é que o goleiro francês Barthez não efetuava nenhuma defesa e o Brasil não levava perigo, ainda que tivesse a posse de bola no ataque.

A França respeita o Brasil, porém cria coragem e resolve arriscar mais no jogo. Os franceses começam a dominar a partida. Zidane comanda a ofensiva francesa.

Depois dos 20 minutos, Zidane domina sozinho e com total liberdade o meio de campo e como um verdadeiro maestro organiza as principais jogadas da França. A defesa brasileira começa a ser exigida.

A bola não consegue chegar até Ronaldo que fica isolado no ataque. Ele tenta se movimentar mas não consegue livrar-se da marcação francesa. Kaká e Ronaldinho Gaúcho têm dificuldades para cruzar e infiltrar na defesa francesa.

Por volta dos 26 minutos o zagueiro brasileiro Lúcio comete a sua primeira falta nesta Copa do Mundo. Zidane cobra, mas a bola passa por cima do travessão de Dida.

A França teria ainda uma boa oportunidade perto dos 32 minutos numa jogada de Ribery. Este recebe falta, Zidane cobra, Thuran cabeceia mas o defensor brasileiro Juan joga a bola para fora.

Aos 44 minutos Zidane faz uma boa jogada e lança Vieira que parte sozinho contra apenas dois jogadores brasileiros. O zagueiro brasileiro Juan disputa a bola e não tem outra alternativa a não ser derrubar o francês, do contrário ele iria entrar sozinho na grande área brasileira. Como a jogada era de perigo e por ser quase o último homem (um outro brasileiro acompanhava, um pouco mais distante) o árbitro resolve dar cartão amarelo para Juan.

A falta é perigosa. Henry cobra e a bola bate na mão do jogador Ronaldo que estava na barreira. Teria sido pênalti? O árbitro entende que não e marca apenas falta. Ronaldo recebe cartão amarelo.

Agora são 48 minutos. Zidane cobra a falta e ela novamente bate na barreira. O árbitro então encerra o final do primeiro tempo.

Segundo tempo


Desporto
Este artigo descreve um evento desportivo acompanhado ao vivo pelo colaborador. Eventos desportivos acompanhados pelos colaboradores não precisam de fontes especificadas.

Fontes

Outras línguas