Vladimir Putin acusa o Ocidente de querer afogar a Rússia depois de uma nova Cortina de Ferro

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4 de dezembro de 2014

O presidente da Rússia, Vladimir Putin acusou os países do Ocidente de tentar levantar ao redor de seu país uma nova Cortina de Ferro. "Alguns governos de certos países tentam levantar ao redor da Rússia uma espécie de nova Cortina de Ferro", afirmou Putin em seu discurso anual sobre o estado da nação, pronunciado no Kremlin. Ele advertiu que neutralizará a ofensiva do Ocidente com uma maior abertura da Federação Russa para a América do Sul, Oriente Médio e África.

Em seu discurso, Putin disse que "alguns do Ocidente" querem desmembrar a Rússia e que usam a Ucrânia como uma desculpa para conter Moscou. Fazendo clara referência à União Europeia e os Estados Unidos, o presidente russo classificou como "claro cinismo" o respaldo do Ocidente ao derrubar o ex-presidente ucraniano Victor Yanukovich em fevereiro passado.

"Falar com Rússia desde uma posição de força é inútil. A política de contenção não foi inventado ontem, se aplica contra nosso país desde há muitos anos, sempre, se pode dizer que décadas, se não séculos", declarou Putin diante aos mais de mil convidados da elite política. No entanto, o mandatário reconheceu que as sanções são "prejudiciais" para a Rússia. Ademais, se mostrou convencido de que, sem o conflito de Criméia e crise na Ucrânia, o Ocidente "teria encontrado um outro pretexto" para sancionar o seu país.

Também criticou o apoio do Ocidente às Forças Armadas da Ucrânia em sua repressão à população pró-russa. Em relação ao âmbito econômico, Vladimir Putin prometeu que congelará os impostos os próximos quatro anos e anistia aos empresários que moverem "offshore" seus fundos aos bancos russos. Acusou os especuladores de causar a depreciação que havia sofrido o rublo.

"Peço ao Banco da Rússia [o Banco Central russo] e ao Governo que ponham em marcha ações duras e coordenadas para aplacar os desejos dos chamados especuladores de aproveitar-se das oscilações do rublo. Sabemos quem estão especulando com o rublo", afirmou.

Fontes

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