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Venezuela suspende acordo de gás com Trinidad e Tobago após exercícios militares com Estados Unidos

De Wikinotícias

28 de outubro de 2025

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Nessa segunda (27), a Venezuela anunciou a interrupção do acordo energético com Trinidad e Tobago. A decisão foi tomada poucas horas após a chegada de um navio de guerra dos Estados Unidos ao país insular para realizar exercícios militares no Caribe. O tratado, que está em vigor desde 2015, estabelecia a colaboração no setor de gás entre os dois países. A vice-presidente e ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, confirmou a decisão, declarando que recomendou o rompimento ao presidente Nicolás Maduro em conjunto com a estatal PDVSA.

Maduro descreveu as operações conjuntas entre Washington e Port of Spain como uma "ameaça" à segurança da Venezuela. "Concedi a medida cautelar que suspende imediatamente todos os efeitos do acordo energético. Está tudo suspenso!", afirmou o presidente durante seu programa de televisão semanal. Kamla Persad-Bissessar, primeira-ministra de Trinidad e Tobago, respondeu à decisão dizendo que o país "não está sujeito a chantagens políticas". Em uma mensagem, ela afirmou: "Nosso futuro não depende da Venezuela e nunca dependeu".

Desde que Persad-Bissessar tomou posse como governante com um discurso alinhado aos Estados Unidos e crítico à imigração venezuelana, as relações bilaterais começaram a se deteriorar. Trinidad e Tobago recebeu permissão de Washington para investigar um campo de gás em território venezuelano, perto da divisa entre as nações, o que provocou a ira de Caracas. Rodríguez acusou a primeira-ministra de "aderir aos planos belicistas dos Estados Unidos" e de converter o território trinitário em uma "colônia militar americana".

O destróier USS Gravely chegou a Port-of-Spain, em Trinidad e Tobago, no sábado (25) e ficará na região até o dia 30 para realizar exercícios com as forças locais.

O governo venezuelano acusa Trinidad e Tobago de atender aos interesses de Washington. Kamla Persad Bissessar, primeira-ministra do país, já manifestou apoio a Trump e às ações no Caribe.

Fontes