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União Europeia pressiona China para negociar acordo sobre programa nuclear com o Irã

De Wikinotícias

2 de julho de 2025

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Nessa quarta (2), a União Europeia instará a China a utilizar sua posição como principal importadora de petróleo iraniano para persuadir Teerã a negociar sobre seu programa nuclear e reduzir a intensificação do conflito no Oriente Médio. Após os ataques aéreos de Israel e Estados Unidos contra o Irã no mês passado, a União Europeia busca um acordo em que Teerã aceite limitações duradouras ao seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções internacionais e americanas.

A União Europeia esteve envolvida nas negociações do acordo nuclear de 2015 com o Irã, do qual Washington se retirou em 2018, e espera retomar essas negociações. O Irã sempre afirmou que seu programa nuclear é pacífico e nega a busca por armas.

"A China não é nossa adversária, mas em termos de segurança, nosso relacionamento está sob crescente tensão", afirmou Kallas antes de se encontrar com Wang Yi, representante da China. "As empresas chinesas são a tábua de salvação de Moscou para sustentar sua guerra contra a Ucrânia. Pequim realiza ataques cibernéticos, interfere em nossas democracias e pratica comércio desleal. Essas ações prejudicam a segurança e os empregos europeus", disse.

A visita de Wang a Bruxelas, de onde prosseguirá para Berlim e Paris, acontece aproximadamente três semanas antes de uma cúpula em Pequim entre o presidente chinês Xi Jinping e os principais líderes da União Europeia.

Com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitando as principais potências comerciais ao iniciar uma guerra de tarifas, a União Europeia abriu espaço para reforçar suas relações com a China.

No entanto, em vez de avanços, a disputa comercial entre Bruxelas e Pequim sobre alegadas práticas desleais da China apenas se intensificou. Além disso, o bloco de 27 países continua se opondo ao fluxo de tecnologia essencial para as forças armadas russas por meio da China.