União Europeia e China apoiam proposta do Brasil que integra mercados de carbono
8 de novembro de 2025
Nessa sexta (7), a União Europeia e China anunciaram que apoiarão a iniciativa brasileira de integração dos mercados globais de carbono, endossando a Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados de Carbono Regulados. A União Europeia apoia a proposta brasileira de integração dos mercados de carbono, enquanto a China também endossou a iniciativa de estabelecer normas globais para a precificação do carbono. Grupo sugere a associação de mercados existentes.
A declaração ocorreu em Belém, durante a Cúpula de Líderes que antecede a COP30. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a participação do bloco europeu, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou o apoio chinês.
Depois de várias tentativas sem sucesso em cúpulas passadas para unir quase 200 países em um único mercado, o Brasil propõe a elaboração de um conjunto fundamental de normas que permita a integração dos diversos sistemas de precificação de carbono já existentes globalmente. O objetivo é criar uma estrutura global que impeça os países de definir unilateralmente os preços do comércio de emissões.
"A precificação de carbono tornou-se uma ferramenta central para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com um forte argumento comercial para a economia e para as pessoas", declarou Von der Leyen ao anunciar a adesão, e que "queremos trabalhar em estreita colaboração com o Brasil e com muitos parceiros que compartilham essa mesma visão".
O presidente Lula confirmou a presença da China na sessão de abertura que debate os dez anos do Acordo de Paris. No total, oito países, além da União Europeia, se juntaram à coalizão, um número ainda abaixo dos 22 previstos inicialmente pelo governo brasileiro.
O mercado global de carbono visa unificar os mercados existentes a fim de normalizar os valores cobrados pelas emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, 17 economias do G20 utilizam algum tipo de precificação de carbono. Algumas delas, como União Europeia, China e Austrália, possuem sistemas de comercialização de emissões em funcionamento. O Brasil aprovou o seu, que agora está passando pelo processo de regulamentação.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) UE apoia proposta do Brasil que integra mercados de carbono — Universo Online, 7 de novembro de 2025
- ((pt)) UE e China aderem a coalizão lançada pelo Brasil para criar mercado global de carbono — Folha de São Paulo, 7 de novembro de 2025

