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União Europeia avalia com preocupação reflexos de novas tarifas impostas por Trump

De Wikinotícias

4 de abril de 2026

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Nesse sábado (4), a União Europeia está acompanhando atentamente e analisando os impactos da decisão do presidente americano Donald Trump de alterar as tarifas sobre cobre, alumínio e aço. Uma representante da Comissão Europeia declarou que o grupo está avaliando os impactos nas exportações europeias, que abrangem uma ampla gama de produtos, como latas de cerveja, cosméticos, máquinas, peças, equipamentos agrícolas e motocicletas.

De acordo com os planos dos Estados Unidos, produtos feitos com metais importados terão uma taxa de 25%. Uma tarifa de 50% continuará sendo imposta a metais como aço, alumínio e cobre. Por outro lado, produtos que contêm menos de 15% desses metais em peso estarão sujeitos a uma tarifa mínima global de 10%, estipulada por Trump em um ato separado.

A Comissão enfatizou que tem mantido comunicação contínua com as autoridades dos Estados Unidos para expressar suas preocupações e buscar soluções para os exportadores da União Europeia. O objetivo é diminuir as tarifas de acordo com o pacto político comercial firmado entre as partes em julho de 2025.

O bloco também analisa minuciosamente as intenções de Washington de aplicar tarifas de até 100% sobre medicamentos de marca. No entanto, a União Europeia pretende manter uma tarifa máxima de 15%, o que reflete o limite estipulado para produtos europeus no acordo do ano anterior. "Nossa prioridade continua sendo preservar um ambiente de comércio transatlântico estável e previsível", afirmou a porta-voz.

Bernd Lange, eurodeputado encarregado das negociações do Parlamento Europeu a respeito do acordo União Europeia-Estados Unidos, declarou: O eurodeputado informou ao POLITICO que considerava que o anúncio do governo Trump tornava mais provável um acordo definitivo.

Lange notou que o governo dos Estados Unidos havia removido as tarifas de 50% sobre diversos produtos derivados do aço, reduzindo as tarifas de alguns itens, como motocicletas, para o nível acordado de 15%. Porém, em algumas situações, aplicava-se uma taxa especial de 25%.

"Os Estados Unidos estão adotando cada vez mais uma postura de não violar ainda mais o Acordo da Escócia", afirmou o eurodeputado. No entanto, ele acrescentou: "queríamos um pouco mais, então vamos ver".

Além disso, a Casa Branca confirmou que, de acordo com o Acordo de Turnberry, uma tarifa de 15% era aplicada às importações de produtos farmacêuticos da União Europeia, em vez da tarifa de 100% aplicada a produtos de outros países.

Olof Gill, porta-voz-chefe adjunto da Comissão Europeia, afirmou que o órgão estava analisando o anúncio. "Continuaremos a trabalhar para reduzir as tarifas", afirmou Gill, e que "nossa prioridade continua sendo preservar um ambiente comercial transatlântico estável e previsível, em pleno respeito aos compromissos acordados".

Fontes