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Um segundo turno de direita: eleições presidenciais na Bolívia

De Wikinotícias

18 de outubro de 2025

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A Bolívia está diante de uma encruzilhada histórica, com sua eleição presidencial inaugurando a possibilidade de pôr fim a quase duas décadas de domínio do partido Movimiento al Socialismo (MAS). Em 17 de agosto de 2025, os eleitores votaram no primeiro turno das eleições gerais, mas nenhum candidato obteve a maioria — desencadeando o primeiro segundo turno do país, marcado para 19 de outubro.

Os dois finalistas são Rodrigo Paz Pereira, senador centrista do Partido Democrata Cristão, e Jorge "Tuto" Quiroga, ex-presidente conservador. Paz obteve aproximadamente 32% dos votos no primeiro turno, enquanto Quiroga obteve cerca de 26% a 27%.

Suas plataformas refletem abordagens distintas: Paz enfatiza a proteção social combinada com incentivos ao setor privado, enquanto Quiroga promete liberalização econômica decisiva e austeridade para combater a inflação e a redução das reservas.

O outrora invencível partido MAS sofreu uma queda drástica no apoio. Seu candidato presidencial recebeu cerca de 3% dos votos — evidência de um profundo declínio no apelo do partido em meio à turbulência econômica e às divisões internas.

Analistas veem o resultado como parte de uma mudança regional mais ampla, afastando-se do antigo governo de esquerda na América Latina.

A eleição traz consequências significativas para os assuntos nacionais e internacionais. A Bolívia enfrenta uma grave crise macroeconômica, com escassez de moeda, alta inflação e um setor de gás natural em retração. O próximo governo também poderá recalibrar as relações exteriores — potencialmente abandonando alianças com a China e a Rússia e aproximando-se dos Estados Unidos e de investidores privados.

À medida que os eleitores se preparam para o segundo turno, a questão não é apenas qual candidato vencerá, mas até que ponto a Bolívia mudará em termos de ideologia, governança e estratégia econômica.