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Ucrânia entrega militar russo à Lituânia para ser julgado por crimes de guerra

De Wikinotícias

30 de outubro de 2025

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Nessa sexta (31), a Ucrânia entregou à Lituânia um soldado russo capturado por suas forças armadas para ser julgado por crimes de guerra, informou a Procuradoria ucraniana.

O procurador-geral ucraniano, Ruslan Kravchenko, anunciou nas redes sociais que "pela primeira vez desde o início da agressão em larga escala, a Ucrânia entregou um militar russo a um Estado estrangeiro, a Lituânia, para que seja processado por crimes de guerra".

"É um sinal claro para todos os criminosos de guerra de que não poderão escapar da justiça em nenhum país do mundo livre", complementou.

O procurador-geral informou que o suspeito, um oficial naval russo de alta patente, é acusado de "detenção ilegal, tortura e tratamento desumano de civis e prisioneiros de guerra", entre os quais se encontra um cidadão lituano.

O soldado, identificado pela Lituânia como um fuzileiro naval russo, é suspeito de atuar em um centro de detenção localizado no aeroporto de Melitopol em 2022, no sul da Ucrânia sob ocupação russa, onde uma das vítimas era um cidadão lituano. Isso foi afirmado pela procuradora-geral da Lituânia, Nida Grunskiene, durante uma coletiva de imprensa em Vilnius na sexta-feira.

Grunskiene afirmou que o suspeito foi preso na linha de frente na Ucrânia em 2023 e entregue à Lituânia na quarta-feira, onde um tribunal o deteve por três meses. Ele foi acusado de crimes de guerra contra civis e prisioneiros de guerra, incluindo tortura e prisão ilegal.

Nem o Kremlin nem a embaixada russa em Vilnius forneceram uma resposta imediata ao pedido de comentário. O uso de tortura ou qualquer outra forma de maus-tratos contra detidos já foi negado pela Rússia.

Ruslan Kravchenko, procurador-geral da Ucrânia, afirmou que a transferência do soldado russo estabeleceu um relevante precedente histórico para a justiça internacional.

Fontes