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Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

De Wikinotícias

7 de março de 2026

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Nessa sexta (6), o governo ucraniano acusou a Hungria de sequestrar sete funcionários do Oschadbank, seu banco estatal de poupança, além de ter confiscado aproximadamente 82 milhões de dólares em dinheiro e ouro. O episódio teria acontecido na quinta-feira (5), conforme denunciado pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha. O caso surge em um momento em que Budapeste promete bloquear a passagem para o país em conflito devido a uma disputa petrolífera.

"Estamos falando da Hungria fazendo reféns e roubando dinheiro", disparou Sybiha em uma postagem na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter. De acordo com o chanceler, os funcionários do Oschadbank estavam em carros-fortes que transportavam uma grande quantia de dinheiro proveniente da Áustria para a Ucrânia quando foram interceptados pelas autoridades húngaras. "Isso é terrorismo de Estado e extorsão", afirmou ele.

Com base em informações de GPS, o Oschadbank indica que os veículos implicados estão situados perto de um edifício do serviço de segurança húngaro em Budapeste. Os carros-fortes transportavam 40 milhões de dólares, 35 milhões de euros e 9 kg de ouro, resultado de um acordo internacional com o Raiffeisen Bank, da Áustria. "A carga foi liberada de acordo com as regras internacionais de transporte e os procedimentos aduaneiros europeus aplicáveis", destaca o banco em um comunicado.

Segundo o portal de notícias húngaro Index, os sete funcionários foram presos no âmbito de uma investigação criminal por suspeita de lavagem de dinheiro. Apesar de as autoridades ucranianas não terem confirmado, eles serão deportados nesta sexta-feira (6). Kiev exige o retorno dos envolvidos e planeja solicitar à União Europeia uma "qualificação clara das ações ilegais da Hungria".

Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, publicou nas redes sociais que o paradeiro dos sete funcionários é desconhecido após serem detidos na Hungria.

Durante o briefing diário, a Comissão Europeia foi indagada sobre o caso, porém o porta-voz dos assuntos internos afirmou que ainda não possui informações suficientes para se pronunciar.

O banco assegurou que seguiu as normas de transporte e os procedimentos aduaneiros europeus.

Fontes