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Ucrânia: Exército russo avança rapidamente em Donetsk, a poucos dias do encontro entre Putin e Trump

De Wikinotícias

12 de agosto de 2025

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Nessa terça (12), na semana do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin para discutir um plano de cessar-fogo na Ucrânia, as forças russas têm avançado rapidamente na região de Donetsk nas últimas horas. A recente ofensiva suscitou dúvidas por parte do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que não comparecerá à cúpula bilateral.

Zelensky declarou que "não há indícios de que a Rússia esteja se organizando para um cenário de pós-guerra; ao contrário", em relação ao encontro marcado entre Trump e Putin na sexta-feira (15), no Alasca, Estados Unidos. Nesta terça-feira (12), os líderes da União Europeia destacaram a importância de os ucranianos "decidirem seu próprio futuro".

Ao mesmo tempo, a correspondente da RFI em Kiev, Emmanuelle Chaze, informa que a tensão persiste na linha de frente do conflito iniciado em 2022. O Exército russo alega ter anexado quatro regiões nos meses recentes, incluindo Donetsk, localizada no leste da Ucrânia.

Além disso, o mapa indica que, nos últimos dias, os soldados russos conseguiram avançar pelo menos 10 km ao norte em duas frentes. Isso faz parte do cerco à região de Donetsk, que foi anexada ilegalmente por Putin em setembro de 2022, mas que Moscou nunca conseguiu controlar completamente. Além de Donetsk, o líder do Kremlin incorporou Kherson, Luhansk e Zaporizhzhia ao território russo. Ele já havia anexado a península ucraniana da Crimeia quase uma década antes.

Ademais, a ONG informou que as tropas de Putin ganharam terreno nas proximidades de três vilarejos em um trecho da linha de frente ligado às cidades ucranianas de Kostyantynivka e Pokrovsk. A primeira, assim como Sloviansk, Kramatorsk e Druzhkivka, é vista como uma "cidade-fortaleza" pelas autoridades russas e é crucial para a captura de Donetsk.

"A situação é bastante caótica, pois o inimigo, tendo encontrado brechas na defesa, está se infiltrando mais profundamente, tentando consolidar e acumular forças rapidamente para avançar ainda mais", relatou o DeepState no Telegram.

Durante a perda gradual, Oleksandr Syrskyi, o principal comandante militar da Ucrânia, enviou reforços com o objetivo de "para detectar e destruir grupos de sabotagem inimigos que penetrassem na linha de defesa", conforme relatou Andriy Kovalov, porta-voz do exército ucraniano, à agência de notícias local Interfax-Ucrânia. Ele também declarou que Moscou estava utilizando sua vantagem numérica — Kiev possui um contingente menor de soldados, exaustos após três anos de conflito — para infiltrar pequenos grupos nas linhas de defesa.

"(Putin) certamente não está se preparando para um cessar-fogo e o fim da guerra", afirmou Zelensky em um discurso noturno na segunda-feira, 12, admitindo que as tropas russas estavam se movendo no campo de batalha, e que "não há sinais de que os russos tenham recebido sinais para se preparar para uma situação pós-guerra".

Fontes