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Turquia e Austrália vão dividir tarefas da COP31

De Wikinotícias

22 de novembro de 2025

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Nessa sexta (21), de acordo com um documento consultado pela AFP, Turquia e Austrália concluíram a divisão de responsabilidades para a realização da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31) no próximo ano. As negociações serão conduzidas pela Austrália.

Agora, o pacto precisa ser confirmado por todos os países presentes em Belém para a COP30. Essa distribuição de responsabilidades é bastante atípica, porém revela uma disputa constrangedora entre os dois governos.

A COP31 ocorrerá de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, um balneário turco localizado na costa do Mediterrâneo. A Austrália "presidirá as negociações" e contará com um vice-presidente, ao passo que a Turquia ocupará formalmente o cargo de presidente da COP31.

A vitória do governo do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, foi mais abrangente do que a Austrália havia reconhecido no começo da semana. Na ocasião, um de seus ministros insinuou que os australianos teriam o controle exclusivo das negociações diplomáticas.

"Eu teria todos os poderes da presidência da COP", afirmou Chris Bowen, ministro australiano do Clima, em entrevista a jornalistas na quarta-feira.

Entretanto, conforme o texto do acordo divulgado na sexta-feira no site da ONU sobre o clima, a Turquia assumirá a presidência da COP31. Um representante da Austrália assumirá o papel menos relevante — e ainda indefinido — de "Presidente das Negociações… que terá autoridade exclusiva em relação às negociações".

"Caso haja divergências entre a Turquia e a Austrália, serão realizadas consultas até que a diferença seja resolvida de forma mutuamente satisfatória", de acordo com o acordo, que implementou a grafia preferida pelo governo da Turquia para o nome do país.

O acordo atípico surgiu após mais de um ano de desentendimentos entre as duas nações sobre quem deveria ser o anfitrião das negociações de 2026. Enquanto a Austrália se posicionava como porta-voz das ilhas do Pacífico em risco de desaparecimento, a Turquia pleiteava a sede em nome de outros países em desenvolvimento.