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Trump volta a pressionar Fed e pede corte 'maior' nos juros antes de reunião

De Wikinotícias

15 de setembro de 2025

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Nessa segunda (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou ao presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, que realizasse um corte "maior" nas taxas de juros de referência. Em uma publicação nas redes sociais, Trump indicou o mercado imobiliário como um dos motivos para essa solicitação, antes da reunião do banco central dos Estados Unidos programada para esta semana.

"'Tarde demais' (em referência a Powell) deve cortar as taxas de juros, agora, e mais do que ele tinha em mente. O setor imobiliário vai disparar!!!", publicou Trump na Truth Social.

Na quarta-feira (17), o Fed tomará uma decisão sobre a taxa de juros americana, que atualmente varia entre 4,25% e 4,50% ao ano. A maioria dos analistas do mercado espera uma redução de 0,25 ponto percentual.

No mês passado, o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou uma possível redução na taxa de juros durante a reunião do banco central dos Estados Unidos nos dias 16 e 17 de setembro, porém não se comprometeu.

O mercado prevê uma redução de 25 pontos-base ao término da sua reunião de dois dias na quarta-feira, e todos os olhares estão direcionados aos comentários de Powell após o evento. A redução das taxas provavelmente estimulará a maior economia do mundo, enquanto o mercado de trabalho se enfraquece e os temores de recessão crescem.

Esse seria o primeiro corte nas taxas de juros em 2025, uma vez que o Fed manteve os índices inalterados desde a última redução em dezembro, enquanto os funcionários acompanham os impactos inflacionários das tarifas de Trump. Apesar de a inflação estar significativamente acima da meta anual de 2% estabelecida pelo banco central americano, o efeito das tarifas aparenta ser limitado até agora. Nesse cenário, os responsáveis pela política monetária têm certa flexibilidade para focar no fortalecimento do mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que buscam o equilíbrio entre garantir a estabilidade dos preços e alcançar a meta do pleno emprego.

A pressão política também ofusca o encontro do banco com Stephen Miran, que lidera o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e pode ser confirmado como diretor do Fed horas antes do início da reunião. Nesta segunda-feira, o Senado dos Estados Unidos deve votar para prosseguir com sua nomeação.

Fontes