Trump volta a cobrar Irã sobre Ormuz: "Não é o acordo que firmamos!"
10 de abril de 2026
Nessa sexta (10), na véspera das negociações de paz agendadas para este sábado (11) em Islamabad, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demandou que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz. Isso ocorreu em meio à continuidade dos ataques entre Israel e Hezbollah, enquanto o Kuwait acusava o Irã e seus grupos aliados de descumprir os termos do cessar-fogo de duas semanas.
Trump postou na Truth Social na quinta-feira que "o Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso diriam alguns, de permitir que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Esse não é o acordo que firmamos!", e que "vocês verão o petróleo começar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã e, para mim, não faz diferença de qualquer jeito".
O tráfego pelo estreito, que antes do conflito representava aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, apresentou poucos indícios de recuperação desde o anúncio da trégua. Nesta sexta-feira, em Londres, o petróleo Brent registrou uma alta de aproximadamente 1,9%, chegando perto de US$ 98 por barril. As bolsas asiáticas subiram, marcando o primeiro ganho semanal desde o começo do conflito, com investidores cautelosamente otimistas antes das negociações do fim de semana.
Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo iraniano e filho do líder falecido no primeiro dia da guerra, afirmou em uma publicação no Telegram que o Irã "certamente levará a gestão do Estreito de Ormuz a um novo estágio". A declaração não deixou claro se se referia à intenção iraniana de controlar a passagem, uma posição que os Estados Unidos já negaram. Khamenei também afirmou que o Irã exige compensações de guerra, uma condição que os negociadores americanos consideram inaceitável.
Apesar do contexto, Trump afirmou à NBC estar "otimista" quanto a um acordo e caracterizou os líderes iranianos como "muito mais razoáveis" do que suas declarações públicas indicam. O vice-presidente JD Vance comandará a delegação dos Estados Unidos nas negociações em Islamabad, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner.
Na quinta-feira, o presidente Trump acusou Teerã de violar o acordo de cessar-fogo assinado recentemente entre Estados Unidos, Irã e Israel. A principal exigência dos Estados Unidos para suspender os bombardeios de 40 dias contra o Irã foi a reabertura do estreito, que ocorreu após as ameaças de Trump de causar destruição em grande escala.
Trump escreveu no Truth Social: "O Irã está fazendo um péssimo trabalho, desonroso, diriam alguns, ao permitir a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz", e que "esse não é o trato que fizemos!"
Até agora, o impacto do cessar-fogo na movimentação de centenas de embarcações retidas na região desde o início da guerra, no final de fevereiro, tem sido mínimo.
Embora houvesse um acordo trilateral, autoridades iranianas fecharam o estreito na quarta-feira, afirmando que um ataque aéreo israelense de grande escala contra Beirute violou os termos do acordo. Mais de 300 pessoas perderam a vida nos ataques.
Na manhã de sexta-feira, apenas 7% do tráfego marítimo habitual havia sido recuperado, de acordo com o Hormuzstraitmonitor.com, um site que compila informações sobre o tráfego marítimo.
Fontes
- ((pt)) Trump volta a cobrar Irã sobre Ormuz: "Não é o acordo que firmamos!" — InfoMoney, 10 de abril de 2026
- ((en)) Trump says Iran 'doing a very poor job' in reopening the Strait of Hormuz — NPR, 10 de abril de 2026


