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Trump sanciona acordo para encerrar mais longo shutdown da história dos Estados Unidos

De Wikinotícias

13 de novembro de 2025

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Nessa quarta (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou a lei que põe fim ao período mais extenso de shutdown governamental na história do país. A sanção ocorreu poucas horas após a Câmara dos Deputados aprovar a retomada do programa de assistência alimentar, a remuneração de centenas de milhares de servidores federais e a reativação do sistema de controle de tráfego aéreo.

O Congresso dos Estados Unidos chegou a um acordo para encerrar o "shutdown". Com o apoio de Trump, a Câmara, dominada pelos republicanos, aprovou o pacote por 222 votos a 209, mantendo em grande parte a unidade do seu partido frente à oposição dos democratas. A decisão marcou o término do maior "shutdown" da história dos Estados Unidos.

A sanção de Trump é fundamentada no projeto de lei que recebeu aprovação do Senado. Com a decisão, os servidores federais que estiveram parados por 43 dias devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente, embora não esteja definido quão rapidamente os serviços e as operações do governo serão restabelecidos.

"Não podemos permitir que isso aconteça novamente", afirmou Trump. A declaração foi feita após a cerimônia de assinatura no Salão Oval, ocasião em que ele aproveitou para criticar os democratas, e que "essa não é a maneira de administrar um país".

Na noite de segunda-feira, dia 10, o Senado havia dado sua aprovação ao projeto. O shutdown é um conjunto de suspensões das atividades do governo federal decorrente de um impasse no Congresso em relação à aprovação do orçamento para o novo ano fiscal.

O repasse de subsídios alimentares para milhões de pessoas foi suspenso devido ao shutdown. Além disso, a greve deixou centenas de milhares de funcionários federais sem salário, causou caos nos aeroportos devido à ausência de controladores de tráfego aéreo e ao cancelamento de voos.

A medida prorroga o financiamento até 30 de janeiro, porém sem alterações na política de contenção de despesas. As disposições do texto sugerem que o governo federal seguirá aumentando sua dívida de US$ 38 trilhões em aproximadamente US$ 1,8 trilhão anualmente.

O acordo, anunciado uma semana depois das vitórias democratas em eleições significativas em Nova Jérsei, Virgínia e Nova Iorque, gerou indignação entre muitos membros do partido que se opõe ao governo Trump. O impasse teve início quando o partido se negou a apoiar um projeto anterior do Partido Republicano para ampliar o financiamento, a menos que o texto também contemplasse várias disposições relacionadas à saúde. Isso inclui a prorrogação dos subsídios que diminuem o valor do seguro saúde sob a Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act), que está prestes a expirar, além da reversão dos cortes no Medicaid realizados pelo governo atual.