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Trump lança Conselho da Paz que alguns temem que rivalize com a ONU

De Wikinotícias

22 de janeiro de 2026

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Nessa quinta (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou seu Conselho da Paz, que tem como objetivo inicial fortalecer o cessar-fogo em Gaza. No entanto, segundo Trump, o conselho pode assumir um papel mais abrangente, o que poderia gerar preocupações entre outras potências globais, apesar de afirmar que colaboraria com as Nações Unidas.

"Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E ​faremos isso em conjunto com ​as Nações Unidas", afirmou Trump, acrescentando que a ONU possui um grande potencial ainda não totalmente explorado.

Trump, que presidirá o conselho, convidou vários outros líderes globais a se juntarem a ele, afirmando que deseja que o conselho aborde questões que vão além da frágil trégua em Gaza. Isso levantou questionamentos sobre a possibilidade de o conselho minar o papel da ONU como principal plataforma para a diplomacia mundial e resolução de conflitos.

Outras potências globais e aliados ocidentais tradicionais dos Estados Unidos mostraram hesitação em ingressar no conselho, ao qual Trump afirma que os membros permanentes devem contribuir com um pagamento de US$ 1 bilhão cada, respondendo de forma cautelosa ou recusando o convite.

Enquanto Trump falava, representantes dos países mencionados como membros fundadores estavam presentes na sala. No entanto, a Reuters não conseguiu identificar de imediato nenhum porta-voz de governos de outras grandes potências globais, nem de Israel, nem da Autoridade Palestina. A assinatura ocorreu em Davos, Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, um evento anual que reúne líderes políticos e empresariais.

Trump declarou que oficializaria a Carta Constitutiva do Conselho e realizaria a primeira reunião do grupo ainda nesta quinta-feira.

O grupo foi divulgado em 2025, ano em que o presidente dos EUA apresentou estratégias para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza. No entanto, posteriormente, ele esclareceu que a atuação do conselho seria ampliada para além da Palestina, incluindo outros conflitos globais.

Trump chegou a afirmar que o grupo "poderia" substituir a ONU, o que intensificou as preocupações dos especialistas.