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Trump lança Conselho da Paz para Gaza e enfrenta boicote de aliados europeus

De Wikinotícias

20 de fevereiro de 2026

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Nessa quinta (19), em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conduziu a primeira reunião do "Conselho da Paz", uma iniciativa estabelecida para monitorar os esforços de estabilização em Gaza e que, de acordo com a Casa Branca, pode expandir sua atuação para outros conflitos ao redor do mundo.

A reunião acontece em meio a um cessar-fogo considerado instável entre Israel e Hamas e já surge sob contestação: aliados tradicionais dos Estados Unidos, como Reino Unido, França, Noruega, Suécia e Eslovênia, declinaram o convite para fazer parte do novo organismo, expressando preocupações em relação ao seu estatuto e ao possível enfraquecimento do papel da Organização das Nações Unidas nas operações de paz.

O encontro ocorre no United States Institute of Peace e conta com a presença de representantes de aproximadamente 40 países, entre eles ao menos cinco líderes de Estado.

Estão entre os confirmados o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e o presidente argentino Javier Milei, ambos politicamente alinhados a Trump.

A falta de líderes europeus, que geralmente apoiam as iniciativas dos Estados Unidos, é notável.

O "Conselho da Paz" foi criado após o governo Trump, em parceria com Catar e Egito, ter negociado um cessar-fogo em outubro para encerrar dois anos de guerra devastadora em Gaza.

Washington declara que o plano chegou à sua segunda etapa, focada no desarmamento do Hamas, o grupo armado palestino responsável pelo ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, que provocou uma ofensiva de grande escala.

Desde o início da trégua, as forças israelenses mataram ao menos 601 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas. Israel, por outro lado, acusa o grupo armado de ter assassinado pelo menos um militar.