Ir para o conteúdo

Trump garante que defenderá Polônia e países bálticos em caso de escalada russa

De Wikinotícias

21 de setembro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nesse domingo (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que protegerá a Polônia e os países bálticos caso a Rússia intensifique suas ações, após a recente violação do espaço aéreo estoniano por caças russos.

De acordo com as autoridades de Tallinn e a OTAN, três aviões de combate MiG-31 russos cruzaram o espaço aéreo da Estônia sobre o Golfo da Finlândia, permanecendo na região por aproximadamente 12 minutos.

"Não gostamos disso", afirmou Trump no último domingo, na Casa Branca. Quando um jornalista perguntou se ele ajudaria a proteger esses países da União Europeia caso a Rússia intensificasse suas hostilidades, ele respondeu: "Sim, eu ajudaria".

A Itália, que realiza uma missão de patrulha aérea no Báltico sob a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), juntamente com Suécia e Finlândia, enviou aeronaves para interceptar os três caças russos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Estónia anunciou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para segunda-feira, em resposta a um pedido inédito do país. Durante a noite de 9 para 10 de setembro, aviões da OTAN também derrubaram drones russos sobre a Polónia. "Isso pode ter sido um erro", respondeu o presidente dos Estados Unidos. Um segundo drone ficou no espaço aéreo romeno por uma hora.

A Rússia já negou a alegação de que violou o espaço aéreo da Estônia.

Kristen Michal, primeiro-ministro da Estônia, também anunciou um pedido para ativar o Artigo 4º do Tratado do Atlântico Norte, que estabelece consultas entre os aliados sempre que um de seus membros se sentir ameaçado.

O ministro estoniano dos Negócios Estrangeiros, Margus Tsahkna, classificou a violação do espaço aéreo como "parte de um padrão de comportamento mais amplo da Rússia, que visa testar a determinação da Europa e da OTAN".

"Este comportamento exige uma resposta internacional", enfatizou Margus Tsahkna, acrescentando que "a conduta da Rússia é incompatível com as responsabilidades de um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU".