Trump diz que pode haver mais ataques dos Estados Unidos na Nigéria, informa New York Times
8 de janeiro de 2026
Nessa quinta (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que mais ataques americanos na Nigéria poderiam ocorrer caso cristãos sejam mortos naquele país africano, apesar de a Nigéria ter negado anteriormente qualquer perseguição sistemática contra os cristãos.
Na quinta-feira, o New York Times publicou os comentários de Trump feitos durante uma entrevista ao jornal. Trump deu declarações quando questionado sobre o ataque militar de Washington no dia de Natal na Nigéria.
Na época, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter realizado um ataque contra militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria a pedido do governo nigeriano. A Nigéria afirmou que o ataque foi uma "operação conjunta" direcionada a "terroristas" e que não tinha "nada a ver com uma religião específica". "Eu adoraria que fosse um ataque único... Mas se eles continuarem a matar cristãos, será um ataque de muitas vezes", declarou Trump.
Ao ser indagado sobre a declaração de seu conselheiro para a África de que os militantes do Estado Islâmico e do Boko Haram estavam matando mais muçulmanos do que cristãos, Trump respondeu: "Acho que os muçulmanos também estão sendo mortos na Nigéria. Mas a maioria são cristãos".
A operação, realizada em colaboração com a Nigéria, teve como alvo o grupo islamista Lakurawa, que extorque a população local, predominantemente muçulmana, e aplica uma interpretação estrita da lei islâmica (sharia), que prevê açoites para quem escuta música.
Tanto os Estados Unidos quanto a Nigéria divulgaram poucas informações sobre o impacto dos ataques, e não está claro quantos combatentes do Lakurawa, se é que houve algum, perderam a vida. Em 25 de dezembro, o Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM) declarou que sua "avaliação inicial é de que vários terroristas do ISIS foram mortos nos acampamentos do grupo".
Malik Samuel, pesquisador da Good Governance Africa, afirmou ter conversado com um integrante do Lakurawa, que informou sobre a morte de aproximadamente 100 combatentes em um acampamento na floresta na região de Tangaza, no estado de Sokoto. Ele afirmou que lhe disseram que aproximadamente 200 estavam desaparecidos e que muitos dos combatentes remanescentes estavam tentando atravessar para o Níger. Não foi possível confirmar essa informação de maneira independente.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Trump diz que pode haver mais ataques dos EUA na Nigéria, informa New York Times — Universo Online, 8 de janeiro de 2026
- ((en)) Two weeks on, questions linger over targeting and impact of US airstrikes in Nigeria — The Guardian, 8 de janeiro de 2026

