Ir para o conteúdo

Trump concede isenção à Hungria para comprar petróleo russo

De Wikinotícias

8 de novembro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa sexta (7), após receber o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, um de seus principais aliados internacionais, na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu à Hungria uma isenção das sanções ligadas ao petróleo russo.

Os Estados Unidos concederam à Hungria uma isenção completa e sem restrições das sanções aplicadas ao petróleo e ao gás. Após a reunião, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, expressou gratidão em relação a essa decisão, afirmando que ela assegura a segurança energética do país, por meio da rede social X.

Trump já havia proposto a medida anteriormente, durante uma coletiva de imprensa com Orbán na Casa Branca. "É muito difícil para ele [Orbán] obter petróleo e gás de outras regiões. Como sabem, eles não têm acesso ao mar", afirmou o presidente dos Estados Unidos.

Um funcionário da Casa Branca informou à AFP que a isenção concedida à Hungria teria validade de apenas um ano. Ademais, segundo o funcionário, a Hungria se comprometeu a adquirir gás natural liquefeito dos Estados Unidos por aproximadamente 600 milhões de dólares (R$ 3,2 bilhões).

No mês passado, os Estados Unidos sancionaram as principais empresas petrolíferas da Rússia, Rosneft e Lukoil, em resposta à negativa de Moscou em pôr fim ao conflito na Ucrânia.

Orbán foi acompanhado a Washington por uma ampla delegação composta por membros do governo, líderes empresariais e diversos influenciadores políticos com fortes vínculos com o executivo húngaro.

Para a viagem, a delegação contratou um jato comercial com capacidade para 220 passageiros da companhia aérea húngara Wizz Air.

Na quinta-feira, antes da chegada de Orbán, um grupo bipartidário de senadores dos Estados Unidos apresentou uma resolução pedindo à Hungria que encerrasse sua dependência da energia russa.

A resolução recebeu a coautoria de dez senadores, entre os quais os republicanos Mitch McConnell, do Kentucky, Thom Tillis, da Carolina do Norte, e Chuck Grassley, do Iowa, além dos democratas Jeanne Shaheen, do New Hampshire, e Chris Coons, do Delaware.