Suplicy descarta deixar o PT e promete lutar para corrigir “procedimentos inadequados”

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Eduardo Suplicy em 14 de abril de 2004.
Foto:José Cruz/Agência Brasil (ABr)

Agência Brasil

20 de agosto de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou hoje (20) que não pensa em deixar a legenda, como fez ontem (19) a senadora Marina Silva (AC), ao enviar carta à direção da sigla oficializando seu afastamento - o que já era esperado há alguns dias -, por discordar da política ambiental do governo. O parlamentar disse que pretende “batalhar” para corrigir procedimentos “inadequados” que têm sido cometidos pela direção do partido, referindo-se à determinação da direção nacional do PT para que a bancada votasse contra, no Conselho de Ética do Senado, o desarquivamento das ações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Também ontem o senador Flávio Arns (PR) anunciou que vai sair do PT. Ele ficou descontente com o fato de o partido ter votado, no Conselho de Ética do Senado, a favor do arquivamento das acusações contra Sarney.

Comparando a situação vivida pelo PT a uma crise familiar, Suplicy assegurou que tentará recolocar o partido no caminho da ética. “No Partido dos Trabalhadores e onde estiver vou sempre lutar por ética na política”, ressaltou. “Se você está em uma família e uma pessoa da sua família cometeu algum procedimento inadequado, você sai da família? Normalmente, não saio da minha família. Batalho para corrigir o que aconteceu”, comparou Suplicy.

“Portanto, se no âmbito do PT ocorrem procedimentos inadequados, eu que fui eleito pelo PT para um mandato de oito anos e defendo a fidelidade partidária me sinto com a responsabilidade para corrigir aquilo que, porventura, tenho discordância”, acrescentou Suplicy.

Ele tentou minimizar a crise interna dentro do partido, afirmando que apenas na semana que vem, quando toda a bancada se reunir, será possível avaliar o impacto da votação ocorrida no conselho. “Só saberemos o clima [na bancada] quando estivermos juntos. Desde que sou senador, a escolha de líder sempre é feita por 100% da presença dos senadores. Então, só poderemos saber da escolha do líder, da confirmação ao não do senador Aloizio Mercadante, na presença de todos os senadores.”.

O parlamentar revelou ainda que tem recebido muitas manifestações de petistas. “Estou recebendo comunicação de pessoas do PT do Brasil inteiro para expressar solidariedade pela posição que estou tomando. Sei que no meu estado as pessoas avaliam que tenho defendido os pontos de vista que são aqueles que sempre o PT disse que defende e espero continuar defendendo.”

Fonte


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