Starmer afirma que especialistas ucranianos ajudarão a abater ataques de drones iranianos no Golfo
2 de março de 2026
Nesse domingo (1), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que especialistas da Ucrânia darão instruções sobre como interceptar drones iranianos direcionados aos aliados do Golfo, em resposta às operações conjuntas entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
"Não participaremos desses ataques, mas continuaremos com nossas ações defensivas na região", afirmou Starmer no domingo à noite, e que "também enviaremos especialistas da Ucrânia, juntamente com nossos próprios especialistas, para ajudar os parceiros do Golfo a abater drones iranianos que os atacam". O anúncio de Starmer ainda não recebeu uma resposta da Ucrânia.
Uma avaliação da Agence France-Presse (AFP) indica que a Rússia lançou mais mísseis contra a Ucrânia durante ataques noturnos em fevereiro do que em qualquer outro mês desde o começo de 2023. A AFP informou que os ataques com mísseis tiveram como alvo principal a infraestrutura energética da Ucrânia.
Em fevereiro, a Rússia disparou 288 mísseis contra a Ucrânia, representando um aumento de aproximadamente 113% em relação aos 135 mísseis lançados no mês anterior. Ademais, em fevereiro, a Rússia disparou 5.059 drones de longo alcance durante seus ataques aéreos noturnos contra cidades e vilas ucranianas, representando um aumento de aproximadamente 13% em relação a janeiro. A AFP conduziu uma avaliação das informações diárias disponibilizadas pela Força Aérea Ucraniana.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que as transformações no Irã resultantes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel devem ser "usadas adequadamente" para o benefício da população iraniana. Em sua declaração diária em vídeo, Zelensky afirmou que o Irã "predeterminou a forma como é tratado" ao fornecer drones de ataque à Rússia no conflito de quatro anos entre Moscou e Ucrânia e "fomentou guerras na região". "É importante que esta oportunidade de mudança no Irã seja usada adequadamente", afirmou ele, acrescentando: "O povo iraniano esteve sozinho por muito tempo, suportando a violência enquanto se opunha ao regime iraniano". No sábado, Zelensky declarou que mais de 57.000 drones Shahed, fabricados no Irã, foram disparados por Moscou contra a Ucrânia durante o conflito.
"Os Estados Unidos solicitaram permissão para utilizar bases britânicas para este fim defensivo específico e limitado. Tomámos a decisão de aceitar este pedido para impedir o Irão de lançar mísseis sobre a região", afirma Starmer em um vídeo na plataforma X.
"Não vamos participar nestes ataques, mas vamos continuar com as nossas ações defensivas na região", declara.
E acrescentou: "Quero ser muito claro: todos nos lembramos dos erros do Iraque. E aprendemos essas lições. Não estivemos envolvidos nos ataques iniciais ao Irã... e não participaremos em nenhuma ação ofensiva agora".
Fontes
[editar | editar código]- ((en)) Ukraine war briefing: Starmer says Ukrainian experts will help shoot down Iranian drone attacks in Gulf — The Guardian, 2 de março de 2026
- ((pt)) Trump promete vingar militares dos EUA e anuncia "quatro semanas ou menos" de operações — rtp.pt, 1 de março de 2026


