Sociedade não tolera mais práticas patrimonialistas, diz pesquisadora

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27 de novembro de 2014

Brasil

As manifestações realizadas nas ruas de diversas cidades brasileiras no ano passado mostraram que a sociedade não tolera mais práticas patrimonialistas e oligárquicas. A opinião é da economista e cientista política Lucia Helena Salgado, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A pesquisadora abriu hoje a 8ª Jornada de Estudos de Regulação, realizada pela Uerj, pelo Ipea e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que neste ano discute formas de o governo regular setores estratégicos da sociedade, como o energético, o de transportes e o de saneamento, a fim de responder melhor às demandas da população. O evento vai até sexta-feira (28), no Palácio do Itamaraty, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

“A partir de junho [de 2013], a sociedade, ou parte dela, percebe que não é bem assim que as coisas devem acontecer. É um momento de consolidação democrática, em que uma parte significativa da sociedade toma consciência de que velhos problemas, como o caráter oligárquico e patrimonalista, se tornam intoleráveis”, disse Lucia Helena. Segundo a professora, a sociedade passou a demandar que os impostos pagos por ela se transformem em “serviços bem prestados”. E acrescentou: “A sociedade quer mais, ela quer participar e não tolera mais as velhas práticas.”

Para o diretor de Estudos e Políticas de Estado do Ipea, Daniel Cerqueira, a ascensão de parcela importante da sociedade à classe média demanda melhores serviços dos governos. “São novas demandas que surgem, novas necessidades, novas exigências”, disse o pesquisador. “A questão é como pensar em instrumentos para estimular investimentos, sem abrir mão da qualidade e de preços acessíveis para os consumidores. Isso passa pela necessidade cotidiana de o governo se reinventar.” O diretor do Centro de Ciências Sociais da Uerj, Léo Ferreira, disse que o desafio do governo é atender às demandas sociais com o orçamento público disponível. “As demandas são muito grandes e os recursos escassos. Há necessidade de priorizar investimentos”, disse.

Fontes

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