Setor de eventos corporativos acredita em retomada, mas pede garantias

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17 de maio de 2021

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O setor de eventos corporativos acredita que as características do segmento vão garantir um retorno significativo às atividades em breve. No entanto, cobra do Congresso Nacional garantias para que isso aconteça. Representantes do setor participaram de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado (CDR) nesta segunda-feira (17).

Segundo a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe), o Brasil movimentava, antes da pandemia de covid-19, mais de 2 mil eventos em 52 áreas da economia. A estimativa é que a indústria movimentava cerca de R$ 1 trilhão. O Ministério do Turismo calcula que o setor foi o segundo mais afetado pela pandemia (atrás apenas do setor de entretenimento). Segundo dados apresentados pela pasta, o volume de viagens a negócios chegou a despencar mais de 90% no segundo trimestre de 2020, no início da crise.

Apesar do cenário, o retorno a um calendário de eventos é encarado como natural, uma vez que os riscos sanitários entrem em declínio. Para Gervásio Tanabe, presidente-executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), as empresas e os profissionais envolvidos com essas atividades precisam do aspecto presencial.

— Temos convicção de que os eventos corporativos vão retornar. Até que ponto o uso de plataforma virtual faz com que o funcionário reconheça valores da empresa? Num processo de venda, será que vou conquistar o cliente online, ou seria melhor ir até a sua cidade? O “olho no olho” é muito mais positivo. O comportamento da realização de um negócio não vai deixar de existir.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo do Ministério do Turismo, William França, disse concordar com essa avaliação, mas salientou que o processo de retomada se estenderá, pelo menos, pelos próximos dois anos, e que, mesmo depois disso, os eventos devem se preparar para uma nova realidade.

— Teremos que redesenhar o setor. Uma redução definitiva de 35% é estimada. Talvez tenhamos que conviver com eventos híbridos por um bom tempo.

No entanto, além do aspecto profissional, há necessidades legais que pressionam pela volta às reuniões e às conferências tradicionais. Fatima Facuri, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), disse que a perspectiva de eventos corporativos predominantemente virtuais não é viável.

— [Esse modelo] é importante para geração de conteúdo, mas não para fazer negócio. Vimos eventos prontos sendo desmontados. Não estamos falando apenas de uma retomada; são eventos contratados que precisam ser entregues. Senão vamos terminar não só quebrados como processados.

Os representantes setoriais cobraram o avanço da vacinação e um incremento da testagem, para conferir segurança e previsibilidade aos eventos. Nesse contexto, foi feito um pedido ao Congresso Nacional para que seja estabelecida uma norma federal única de retomada de atividades econômicas a partir de percentuais de imunização da população.

Fontes

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