Sessão final da COP30 tem briga de países e reclamação contra presidente
23 de novembro de 2025
A sessão final da COP30 foi marcada por queixas em relação à forma como a presidência brasileira conduziu os trabalhos. Enquanto alguns países latino-americanos, com destaque para a Colômbia, questionavam o processo, o Brasil recebia apoio de nações como a Rússia, que criticou os primeiros por se comportarem de maneira infantil.
A sessão teve início por volta das 13h15, com uma série de decisões sendo tomadas pelo presidente do evento, André Corrêa do Lago. Ao listar itens, a conferência aprovou os textos sem permitir intervenções de outros participantes.
Quando o espaço foi aberto para posicionamentos, países da América Latina contestaram aspectos do que havia sido aprovado e afirmaram que estavam sendo excluídos da reunião. Por exemplo, o Panamá levantou a questão da falta de detalhes no documento final sobre os indicadores de adaptação climática (a forma como os países podem enfrentar os efeitos da crise já em andamento).
"Você [Corrêa do Lago] prometeu um processo transparente, e não é o que estamos vendo. Levantei minha bandeira [para falar] e fui ignorada. Usamos semanas de discussão, e agora na plenária os processos não estão sendo seguidos", afirmou a representante do Panamá, e que "o Panamá quer te apoiar, senhor presidente. Sei que você fez muito por esse processo, mas não podemos aceitar um resultado que retrocede. Os indicadores não contêm metadados ou metodologia. Não é como vamos alcançar o objetivo de adaptação".
Durante a conferência, o representante do Chile elogiou os esforços de Corrêa do Lago, porém expressou sua frustração em relação a certos aspectos do texto final e questionou as escolhas feitas. "No coração das preocupações está a integridade do processo", declarou.
Desde o começo da cúpula, o governo estava organizando a formação de um "mutirão global", que incluiria um mapa do caminho — um guia para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. No entanto, devido à resistência de alguns blocos de países, o assunto nunca foi oficialmente incluído na agenda da conferência.
Na noite de quinta-feira (20), mais de 30 países se manifestaram, pressionando a presidência da COP30 a garantir que o texto final da cúpula incluísse um plano de transição global para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
No documento, nações como Colômbia, França, Reino Unido, Alemanha, entre outras, declaram que "não podem apoiar um resultado que não inclua um mapa do caminho justo, ordenado e equitativo para deixar os combustíveis fósseis para trás".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Sessão final da COP30 tem briga de países e reclamação contra presidente — Folha de São Paulo, 22 de novembro de 2025
- ((pt)) 'Fraco', 'furos inaceitáveis', traição à ciência': especialistas e organizações criticam rascunhos de textos da COP30 — G1, 21 de novembro de 2025

