Senador Jefferson Péres defende aliança entre partidos e parlamentarismo para "salvar Brasil do limbo"

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Senador Jefferson Peres. Foto: José Cruz/ABr.

21 de maio de 2006

Brasil

O Senador Jefferson Péres, senador pelo PDT do Amazonas alega que o Brasil está numa "encruzilhada" e que "se fizer a opção errada irá resvalar para o limbo no qual vegetam nações inviáveis".

O senador brasileiro teve o seu artigo: "Concertación enquanto é tempo" publicado na edição de domingo (21) do jornal Folha de S. Paulo, na seção Tendências/Debates.

"A assustadora operação bélica do crime organizado em São Paulo, ao mostrar a semi-falência do Estado brasileiro, me estimulou a insistir na proposta de se buscar um pacto de salvação nacional, antes que seja tarde demais", escreveu Péres.

Segundo o senador, os próximos quatro anos serão decisivos para o Brasil. "Nesse período, ou chegamos a um consenso capaz de deslanchar um desenvolvimento duradouro, ou nos perderemos, engolfados na guerra política, na desordem urbana e na estagnação econômica", disse ele.

Jefferson Péres é pessimista quanto ao próximo governo brasileiro. Ele avalia que se Lula vencer, seu governo terá uma base parlamentar ainda mais frágil do que a atual e será obrigado a depender do fisiologismo do Congresso Nacional.

Uma vitória do principal candidato da oposição até o momento: Geraldo Alckmin (PSDB), implicaria num governo com uma base parlamentar mais sólida. Mas, segundo o senador, "o PT [partido de Lula] e outros partidos de esquerda, fortes nos movimentos sociais organizados, conflagrarão as ruas e o campo, numa agitação permanente, capaz de afetar seriamente a governabilidade".

Para resolver o dilema, o Senador Jefferson Péres (PDT) defende uma "concertación", uma aliança informal semelhante à chilena entre os maiores partidos políticos brasileiros: PMDB, PSDB, PT e PFL para garantir a governabilidade em torno de um projeto de desenvolvimento. O senador sugere também que se tente implantar o parlamentarismo a partir de 2011.

"Com isso, a atmosfera se desanuviaria e o futuro presidente começaria a construir o projeto nacional num céu de brigadeiro, com oposição civilizada, a cargo de adversários, mas não de inimigos", declarou o senador.

Fontes