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Senado dos Estados Unidos bloqueia tentativa de limitar poderes de Trump na guerra contra Irã

De Wikinotícias

5 de março de 2026

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Nessa quarta (4), uma resolução que visava restringir os poderes do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã foi rejeitada pelo Senado dos Estados Unidos. Com 53 votos contra 47, os parlamentares derrubaram uma resolução que impediria novos ataques sem a autorização do Congresso.

A votação aconteceu no quinto dia de um conflito que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de diversas autoridades de alto escalão em Teerã, além de soldados americanos.

A resolução bipartidária, proposta pelo democrata Tim Kaine e pelo republicano Rand Paul, pedia a retirada das tropas americanas da operação contra o Irã, a não ser que o Congresso aprovasse a campanha.

A resolução visava reforçar a autoridade do Congresso diante de um presidente que, desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, expandiu o domínio do Poder Executivo sobre o Legislativo.

Na mais recente tentativa de democratas e alguns republicanos de conter as constantes mobilizações de tropas norte-americanas no exterior pelo presidente Donald Trump, os apoiadores caracterizaram a resolução sobre os poderes de guerra como um esforço para reaver a responsabilidade do Congresso de declarar guerra, conforme estipulado na Constituição dos Estados Unidos.

Os adversários contestaram essa afirmação, afirmando que a ação de Trump era legal e que ele tinha o direito, como comandante-chefe, de proteger os Estados Unidos por meio de ataques limitados.

"Esta não é uma guerra para sempre, na verdade nem mesmo perto disso. Isso vai acabar muito rapidamente", afirmou o senador republicano Jim Risch, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, durante um discurso contra a resolução.

Não se previa a aprovação da medida. Os colegas republicanos de Trump possuem uma leve maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, tendo barrado resoluções anteriores que visavam limitar seus poderes de guerra.