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Senado dos Estados Unidos barra texto que limitaria ataques de Trump contra Venezuela

De Wikinotícias

7 de novembro de 2025

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Nessa quinta (6), o Senado dos Estados Unidos rejeitou uma resolução que poderia impedir o presidente Donald Trump de realizar ataques contra a Venezuela sem a autorização do Congresso.

Um dia após as autoridades governamentais informarem aos parlamentares que Washington ainda não possui uma justificativa legal para bombardear a Venezuela, a votação foi realizada.

Para ser aprovada, a resolução precisava do respaldo da maioria dos cem senadores. No entanto, o Senado é controlado pelo Partido Republicano de Trump, que possui 53 cadeiras. Ao final, o resultado foi de 49 a 51.

A resolução sugeria que qualquer possível ataque ao território venezuelano deveria ser aprovado pelo Congresso. O texto foi assinado pelos senadores democratas Tim Kaine, da Virgínia, e Adam Schiff, da Califórnia, e pelo republicano Rand Paul, de Kentucky. Somente dois republicanos se uniram aos democratas em apoio à proposta, que visava restringir a autoridade presidencial para iniciar operações militares.

Em contradição a declarações anteriores, o presidente negou, na semana passada, que estivesse pensando em realizar ataques dentro da Venezuela. Nesse meio tempo, os Estados Unidos mantêm uma significativa presença militar no Caribe, com aviões de combate, embarcações e milhares de tropas.

Na quarta-feira (5), os parlamentares foram informados sobre o assunto pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth. "Com base na reunião, acho que o governo não quer entrar em guerra com a Venezuela", afirmou Adam Smith, membro democrata do Comitê de Serviços Armados da Câmara, durante um evento.