Sem o teto, Renda Brasil seria provavelmente financiado via aumento de impostos, da dívida ou da inflação

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26 de setembro de 2020

A resposta do presidente Jair Bolsonaro à proposta de não reajuste do salário mínimo, abrindo espaço no orçamento para a elaboração do plano Renda Brasil, tem repercutido bastante entre os investidores. Ao banir o Ministério da Economia, ameaçar qualquer pessoa com "cartão vermelho" para dizer "doe aos pobres dos pobres" e interromper as discussões sobre o novo plano, a explicação é que a resposta será dirigida ao próprio ministro, que estará em posição perigosa.

Esse ruído cria mais volatilidade e incerteza e reduz o apetite dos investidores por ativos brasileiros, aumentando os prêmios de risco, desvalorizando o real, aumentando as taxas de juros e caindo os preços das ações no futuro.

Apesar desses efeitos negativos, a resposta do presidente demonstrou positivamente a disposição do governo em cumprir a decisão de teto de gastos públicos para 2021. Ao decidir rejeitar o não-ajuste mínimo e arquivar a brasileira Renda Brasil, o presidente afirmou que fez questão de fazer disso uma de suas metas. Respeite o teto, mesmo ao custo de perder visibilidade. Afinal, o objetivo da Renda Brasil é melhorar a Bolsa Família e, com isso, aumentar o prestígio do presidente.

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