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Secretário-geral alerta sobre "colapso financeiro iminente" da ONU

De Wikinotícias

30 de janeiro de 2026

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Nessa sexta (30), o secretário-geral da ONU alertou os Estados de que a organização enfrenta o perigo de um "colapso financeiro iminente", mencionando taxas em atraso e uma regra orçamentária que exige a devolução de valores não utilizados, conforme uma carta acessada pela Reuters.

"A crise está se aprofundando, ‌ameaçando a execução dos programas e causando risco de colapso ‍financeiro. E a situação se deteriorará ainda ⁠mais no futuro próximo", declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma carta dirigida aos Estados membros, datada de 28 de janeiro. Um porta-voz da ONU não respondeu de imediato ao pedido de comentário.

Guterres mencionou no documento taxas pendentes e uma norma orçamentária que exige que o organismo global devolva os fundos não utilizados.

De acordo com as normas da ONU, as contribuições dos Estados membros variam conforme o tamanho da economia de cada um. Os Estados Unidos correspondem a 22% do orçamento principal, enquanto a China ocupa a segunda posição com 20%.

Guterres afirmou que, no final de 2025, havia um montante recorde de US$ 1,57 bilhão em dívidas em aberto, sem citar nomes.

"Ou todos os Estados-Membros cumprem as suas obrigações de pagamento na íntegra e a tempo, ou os Estados-Membros devem rever fundamentalmente as nossas regras financeiras para evitar um colapso financeiro iminente", declarou. O secretário-geral tem abordado com frequência a crescente crise de liquidez da organização, porém este é o seu aviso mais enfático até agora.

A declaração sobre a crise nas Nações Unidas ocorre pouco depois do lançamento do Conselho da Paz, uma ação promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo foi concebido inicialmente para intervir somente em Gaza, porém Trump agora menciona a possibilidade de intervir em outros conflitos globais que demandem mediação. As declarações da Casa Branca geraram inquietação na comunidade internacional, que vê o conselho como uma espécie de "ONU paralela".