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Rubio volta a ameaçar o Brasil e promete resposta à condenação de Bolsonaro nos próximos dias

De Wikinotícias

15 de setembro de 2025

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Nessa segunda (15), em meio a novas críticas ao Judiciário brasileiro, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, reiterou as ameaças de impor mais sanções ao Brasil. Segundo ele, a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro representa mais um episódio de uma "campanha crescente de opressão judicial", e os Estados Unidos responderão nos próximos dias.

"Portanto, haverá uma resposta dos Estados Unidos a isso, e é isso — teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar", afirmou Rubio em entrevista à Fox News na segunda-feira, 15.

No entanto, o secretário de Trump não revelou quais sanções os Estados Unidos estão considerando impor ao Brasil.

De acordo com ele, o Estado de Direito no país está se deteriorando devido a "juízes ativistas" que não apenas "perseguiram" Bolsonaro, mas também tentaram implementar ações contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos.

"Você tem esses juízes ativistas, um em particular que não apenas perseguiu Bolsonaro, mas também tentou impor reivindicações extraterritoriais até contra cidadãos americanos, ou contra alguém postando online de dentro dos Estados Unidos, e chegou a ameaçar ir ainda mais longe nesse sentido", afirmou na entrevista, que foi transcrita e divulgada pelo Departamento de Estado, e disse que "então, haverá uma resposta dos Estados Unidos a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar".

Na entrevista, Rubio afirmou que o julgamento no STF foi "apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos". Na semana passada, depois que a Primeira Turma condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão, o secretário de Estado dos Estados Unidos fez uma postagem na rede social X afirmando que o país "responderá de maneira adequada a essa caça às bruxas".

Integrantes do governo brasileiro já previam a resposta americana, considerando que, desta vez, os anúncios podem incluir sanções individuais direcionadas a autoridades brasileiras, semelhante ao que ocorreu com Moraes. Em julho, o juiz foi alvo da aplicação da Lei Magnitsky, após a articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Essa lei impôs diversas restrições, incluindo o bloqueio de cartões das bandeiras Visa e Mastercard, que eram mantidos pelo Banco do Brasil.

Além de Moraes, em julho, os vistos americanos de outros sete membros do Supremo foram suspensos, exceto os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Bolsonaro, e Luiz Fux, único membro da Primeira Turma que votou pela absolvição do ex-presidente na semana passada.

Simultaneamente, membros da comitiva que acompanhará Lula em Nova Iorque na semana seguinte para a Assembleia Geral da ONU também poderão ter a entrada nos Estados Unidos negada. Até agora, alguns pedidos de visto para autoridades brasileiras, incluindo o do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não foram atendidos.